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Totvs e Datasul descartam integração de canais a curto prazo

Sobre a participação das vendas indiretas nos negócios da companhia, após fusão, Laércio Consentino calcula que cerca de 60% dos resultados devem vir do modelo de vendas indiretas.

Por Tatiana Americano, da Channel World

24 de julho de 2008 - 13h43
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Durante anúncio oficial da aquisição da Datasul pela Totvs, realizada na manhã desta quinta-feira (24/07), na cidade de São Paulo, a importância do canal de distribuição para o sucesso das duas companhias foi citada como um dos grandes segredos da nova operação. "Mas decidimos que os canais das duas empresas vão continuar independentes, até porque, existe complementariedade entre eles", afirmou Laércio Consentino, presidente da Totvs, negando assim a possibilidade de integração das políticas de vendas indiretas das duas marcas.

"Hoje, as duas empresas, juntas, têm o melhor canal de distribuição de software do mundo", enfatizou Consentino, que acrescentou: "isso nos diferencia dos nossos concorrentes e vai ajudar no nosso crescimento". Nesse sentido, o presidente da Totvs citou que a companhia, graças à compra da Totvs, passou a ser a 9ª maior fornecedora de software de gestão do mundo, mas planeja conquistar uma posição ainda melhor no mercado.

Sobre os resultados projetados com vendas indiretas, Consentino afirmou que, em média, as franquias e as revendas devem representar cerca de 60% das operações Totvs/Datasul. "A Totvs estava próximo dos 40% [com canais], mas com a Datasul, esse índice aumentou", calculou o executivo, ao citar assim os negócios que devem ser gerados pela rede de 270 parceiros - sendo 200 Totvs - das duas marcas.

Quando à integração das operações das duas empresas, o cronograma prevê que o processo seja finalizado em cerca de seis meses. Contudo, essa primeira etapa ainda não prevê a atuação com um portfólio único de produtos para o mercado, sob o guarda-chuva Totvs. "As duas marcas continuam a existir no mercado", frisou Consentino, que também não citou quantos funcionários as empresas - que, juntas, somam 9 mil profissionais - devem manter após o fim da fusão.



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