Negócios
Alcatel-Lucent troca de comando após perda de 1,1 bilhão de euros
A CEO Patricia Russo deixa o cargo no fim do ano e o chairman Serge Tchuruk sai em outubro. Empresa teve perda anual de quase 100%.
Por IDG News Service
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A Alcatel-Lucent - que empresa fundada pelas gigantes que terminaram a fusão em dezembro de 2006 - anunciou nesta terça-feira (29/07) os resultados financeiros referentes ao segundo trimestre fiscal, bem como a saída de sua Chief Executive Officer (CEO), Patricia Russo, e do chairman Serge Tchuruk.
A fabricante de equipamentos para redes de telecomunicações apresentou uma receita de 4,1 bilhões de euros (6,47 bilhões de dólares) no trimestre encerrado em 30 de junho, um pouco acima das expectativas dos analistas. O resultado representa uma queda de 5,2% em um ano. Considerando as constantes variações cambiais no período, a receita da companhia teria crescido 1,7% nos últimos 12 meses.
A perda líquida da Alcatel-Lucent quase dobrou - de 586 milhões de euros há um ano para 1,1 bilhão de euros no último trimestre fiscal. A perda foi inflada por gastos de 880 milhões de euros. Excluindo gastos excepcionais, a companhia apresentou perdas de 220 milhões de euros no último trimestre e de 336 milhões de euros há um ano.
O resultado, segundo a companhia, não é a justificativa para a saída de Serge Tchuruk e Patricia Russo. Agora que a fusão das empresas foi concretizada, a Alcatel-Lucent busca um novo comando e uma nova estratégia de crescimento, declarou Tchuruk em um comunicado.
O chairman deixa a empresa em 1º de outubro, enquanto Russo sairá no final do ano, se o conselho encontrar um substituto neste período.
Na previsão para o próximo trimestre, a empresa sinalizou resultados inferiores aos números apresentados no segundo trimestre, com uma recuperação no final do ano, tendo em vista a estagnação do mercado de infra-estrutura de telecomunicações.
A receita da empresa com equipamentos de rede, principal área de negócios da Alcatel-Lucent, apresentou uma receita de 2,8 bilhões de euros, uma queda de 9,4% em relação ao ano passado.
A receita com serviços cresceu 9,1% para 818 milhões de euros, diante da demanda por operações de rede e serviços de integração.
O segmento menos expressivo da companhia, a divisão de redes corporativas, apresentou um crescimento de 2,7% em sua receita no segundo trimestre (386 milhões de euros).
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