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Negócios

A supermáquina de serviços em TI e Telecom

A indústria de serviços é o principal motor para a expansão do mercado brasileiro de TI.

Por Redação COMPUTERWORLD

30 de julho de 2008 - 16h34
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Com um ritmo de crescimento alto – a taxa anual se mantém na casa dos dois dígitos –, a indústria de serviços corporativos continua como principal motor de propulsão da expansão do mercado brasileiro de Tecnologia da Informação, abre espaço para avanço de provedores locais de menor porte e atrai fornecedores multinacionais num ritmo cada vez maior, intensificando a competição.

Em 2007, de acordo com o estudo 100 Maiores Empresas de Serviços Corporativos, realizado por Now!Digital Business, o faturamento dessa indústria no Brasil atingiu 25,4 bilhões de reais, um crescimento de 15% (em reais) em relação a 2006. Em dólar, o aumento foi um pouco menor, de 14% (veja tabela). A participação do setor de serviços nas receitas totais de TI se manteve na faixa de 41%. “O mercado de serviços ainda tem muito a crescer no País”, confia Mauro Peres, country manager da IDC Brasil.

Um dos principais impulsionadores desse crescimento, de acordo com Peres, é a terceirização, que cresce mais que a média dos outros segmentos. Segundo o estudo 100 Maiores, o outsourcing foi responsável por uma receita em torno de 10,1 bilhões de reais do faturamento total de serviços de 25,4 bilhões de reais.

“Mesmo as empresas que compram infra-estrutura para montar ambientes em casa, começam a passar para terceiros os serviços de implementação e manutenção. Existe muita demanda para integração, e muito espaço para crescimento, sobretudo no segmento de médias empresas”, explica Peres.

Dentro do segmento de outsourcing, indica o estudo, uma das áreas de melhor desempenho é a de call center, líder em receitas no ranking das 100 Maiores com valores que se aproximaram dos 4 bilhões de reais em 2007. Apenas dois provedores de serviços, a Contax e a Atento, responderam por vendas de mais de 2,8 bilhões de reais.

“O aumento do volume de crédito ao consumidor fez com que a área de recuperação de crédito do setor de contact center crescesse bastante. E a tendência é que continue se destacando como o serviço de maior crescimento nos próximos anos”, analisa Roberto Meir, presidente da Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente (Abrarec).

Outros segmentos, como Gerenciamento (receitas de 3,8 bilhões de reais em 2007) e Implantação (4,8 bilhões de reais) seguem atrativas e chamam cada vez mais a atenção dos fornecedores multinacionais de serviços.

Desde o ano passado, várias empresas indianas, européias e norte-americanas intensificaram suas presenças no País. É o caso da Fujitsu, que anunciou planos de trazer tecnologia do Japão para oferecer soluções combinadas de software e serviços no mercado brasileiro. Um dos serviços inclui uma fábrica de software e um centro para certificação, avaliação e adaptação de sistemas aos seus equipamentos.

Outra investida é a da Mitsubishi, um dos maiores conglomerados mundiais, que resolveu desembolsar cerca de 80 milhões de dólares para aquisição de 25% das ações da brasileira Politec. Com essa associação, a Mitsubishi pretende fortalecer a marca Politec para competir no cenário internacional com as empresas norte-americanas e indianas.

O mercado de serviços offshore, aliás, é um campo extremamente promissor e vem estimulando as ações dos provedores brasileiros em busca de maior competitividade. O movimento de fusões e aquisições traduz essa preocupação, de acordo com avaliações da IDC, apesar do mercado brasileiro ser ainda bastante fragmentado.

O ranking das 100 Maiores Serviços Corporativos mostra alterações no quadro de competidores – e principalmente no seu perfil de receitas - a partir desse processo de consolidação de fornecedores. A Sonda, por exemplo, que estava na 40ª posição no ranking das 100 Maiores na edição 2007, este ano, com sua fusão com a Procwork, alçou vôo para o 15º lugar, com receitas na área de serviços em torno de 460 milhões de reais. Várias alianças foram feitas com objetivo básico de ganhar mais poder de fato para atuar no mercado exportador de serviços, como foram os casos da união CPM Braxis e da PromonLogicalis.

Para a IDC a evolução do offshoring mudará a dinâmica do mercado de serviços nos próximos anos. Segundo Alex Zago, analista da consultoria, provedores locais e internacionais deverão melhorar suas ofertas, desde serviços gerais, como help desk, até os mais sofisticados, como desenvolvimento de software.

Além disso, adianta Zago, espera-se a criação de uma nova onda de crescimento de Business Process Outsourcing (BPO), com o faturamento com serviços voltados para atendimento ao cliente, compras, finanças, contabilidade e recursos humanos superando 2,5 bilhões de dólares. “Esse crescimento deverá ter grande impacto também no mercado de trabalho no País”, diz Zago.

Mercado de Serviços Corporativos

 

 

2006

2007

Crescimento

R$ (mil)

        22.204.998

        25.461.900

15%

US$ (mil)

        10.185.779

        13.057.385

28%

Dólar

R$ 2,18

R$ 1,95

-11%

Mercado Total

 

 

 

2006

2007

Crescimento

R$ (mil)

        54.268.666

        62.009.531

14%

US$ (mil)

        24.893.884

        31.799.759

28%

Dólar

R$ 2,18

R$ 1,95

-11%

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