Negócios
Google cria novas funções em appliance de pesquisa corporativa
Com o lançamento anunciado para esta quarta-feira (06/08), nova versão do equipamento pode indexar 10 milhões de documentos, 3 milhões a mais que a versão anterior.
Por IDG News Service, EUA
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O Google anuncia nesta quarta-feira (06/08), a nova versão do Google Search Appliance, que deve trazer novas funcionalidades para pesquisa em múltiplias fontes de dados corporativos e apresenta o resultado em um único portal para usuários finais. “A expectativa dos usuários é que haja um único lugar para pesquisa”, diz Matthew Glotzbach, diretor de gerenciamento de produtos do Google Enterprise.
“Essa expectativa vem da experiência que os usuários tem com o Google. Eles esperam que vídeos, textos, fotos, previsão do tempo e tudo o mais esteja ali. Quando ele vai para o ambiente de trabalho, o mesmo não acontece. Há todos estes sistemas corporativos e nenhum meio unificado de pesquisa”, justifica.
Como seus concorrentes – Microsoft, que em janeiro comprou uma companhia norueguesa especializada em buscas, e Autonomy, por exemplo – o Google vem tentando solucionar este problema. Na nova versão do appliance, as companhias podem indexar 10 milhões de documentos, 3 milhões a mais que na versão anterior. O equipamento lê 200 tipos diferentes de arquivos e pode pesquisar em uma variedade de diferentes bancos de dados, incluindo sistemas de conteúdo corporativo como EMC Documentum, IBM FileNet, OpenText Livelink e Microsoft SharePoint.
Além da ampliação da capacidade de armazenamento, a nova versão permite personalização para que administradores controlem quais bases de dados podem ser acessadas por determinados usuários, ou grupos de usuários. Brian Babineau, analista do Enterprise Strategy Group, disse que o Google também incluiu suporte ao Kerberos, protocolo que garante autenticação dos usuários na rede corporativa e que já era usado pela Microsoft, o que é importante para garantir que pessoas não autorizadas acessem documentos que supostamente não deveriam ver.
Por enquanto, o analista diz que o nome construído pelo Google entre os consumidores pode ajudar a empresa a conquistar mais atenção para a pesquisa corporativa, que tem levantado o interesse das áreas de TI, mas não a ponto de garantir sua adoção em larga escala. Uma pesquisa da AIIM (Association for Information and Image Management) apontou que quase 70% de 500 companhias tinham menos da metade de seus dados passíveis de serem descobertos por ferramentas de pesquisa corporativa.
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