Negócios
A vez do Nordeste
O crescimento da demanda regional e a falta de canais especializados levam fornecedores e distribuidores de TI a investir no Nordeste do País.
Por Francoise Terzian, especial para Channel World
A atividade econômica brasileira vive tempos de progressiva pulverização geográfica. Com isso, a região Sudeste, considerada o principal alvo de fornecedores e prestadores de serviços dos mais diversos setores, cede espaço para outras áreas. No caso do mercado de TI, o movimento de descentralização leva uma série de fabricantes e distribuidores a encarar o Nordeste como a nova fronteira a ser explorada no País.
Um levantamento realizado pela Deloitte – batizado de Pesquisa Panorama Empresarial 2007 – mostra que o otimismo da indústria de TI tem fundamentos sólidos. Uma vez que, de acordo com o levantamento, a maior parte dos empresários nordestinos que responderam ao estudo aponta para perspectiva de crescimento de receita líquida, resultados e ativos totais. Além disso, em média, as companhias da região já operamcom 80% da capacidade produtiva, o que acena para a possibilidade de investimentos em curto prazo.
Na mesma linha, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística) mostra um aumento signifi cativo da participação do PIB (Produto
Interno Bruto) do Nordeste, nos últimos anos. Segundo estimativas da
entidade, a
região passou de R$ 119 bilhões, em 1998, para R$ 248 bilhões, no último levantamento ofi cial divulgado pelo instituto, em 2004. Com isso,
no período, passou a representar 14,1% do PIB nacional e já elenca a
terceira mais importante produção industrial do País.
Tamanho potencial da região, no entanto, revela também uma faceta visível do mercado: a carência por produtos de TI e por empresas que ofereçam soluções sob medida para diferentes necessidades da região. Problema que tem virado uma oportunidade de crescimento para distribuidores e revendas, que desembarcam nos estados nordestinos para desbravar o mercado local.
“O Nordeste é um dos celeiros de TI no Brasil”, considera Carlos Rebelatto, sócio-diretor da Deloitte para a área de Corporate Finance (Finança Corporativa). Ainda segundo o especialista, entre os destinos mais visados pelos canais que planejam atuar na região estão os estados da Bahia, Paraíba e, principalmente, Pernambuco. Este último, com um PIB de aproximadamente R$ 50 bilhões, o equivalente a 20% de toda a receita regional.
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