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Facebook é processado por invasão de privacidade do Beacon

Milhares de usuários que tiveram dados repassados ao Facebook pela plataforma de publicidade sem permissão entraram com processo.

Por IDG News Service, EUA

15 de agosto de 2008 - 08h15
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Uma ação iniciada este semana na Califórnia acusa o Facebook e outras companhias, como Blockbuster, Fandango e Overstock, de violar privacidade online e leis contra fraudes digitais em razão do episódio Beacon, plataforma de publicidade do Facebook que se baseava nas atividades de usuários.

A ação alega que o Facebook colheu informações sobre as atividades online dos usuários antes mesmo de perguntar se eles queriam que os dados aparecessem nos perfis.

"Enquanto os usuários eram notificados que o Facebook estava coletando dados e pedindo permissões para publicar um histórico destas atividades, dados de identificação pessoal já tinham sido transmitidos à empresa", afirma a ação.

Além disto, o programa foi criado para ser um sistema opt-out, ou seja, o usuário tinha que escolher não participar, algo muito complicado de se fazer, alega o documento. Usuários tinham que visitar sites afiliados ao Beacon (inicialmente eram 44 no total) e pedir o descadastramento em cada um deles.

Também, o Beacon coletava informações sobre todos os visitantes - não apenas usuários do Facebook - que conduziam certas atividades em sites de terceiros que faziam parte do programa, alega a ação, iniciada na Corte Distrital do Noroeste da Califórnia.

Quando algum usuário alugava um filme no Blockbuster.com, a atividade aparecia no feed de informações dentro da rede social, sem que o internauta responsável pela atividade soubesse.

"Com isto, não cadastrados no Facebook que utilizavam sites afiliados ao Beacon não sabiam que suas transações estavam sendo transmitidas para alguém com a qual não tinham qualquer tipo de relação", afirma o processo.

A ação sobre o período entre novembro e dezembro de 2007, quando o Facebook mudou a maneira como o programa funciona. Após 5 de dezembro, o Beacon se tornou um sistema opt-in (ou seja, o usuário precisa escolher participar).

O processo pretende representar todos os membros do Facebook que, durante o período, visitaram qualquer site afiliado do Beacon e fizeram algo que foi enviado ao Facebook. A ação estima que existem centenas de milhares de vítimas em potencial.

O processo pede que a corte exija ao Facebook que todas as informações pessoais destas pessoas sejam apagadas e ainda pague indenização de quantia não revelada.

Um porta-voz do Facebook afirmou que a companhia não teve contato com o processo por completo.

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