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IDC diz que SOA ainda não é uma realidade nos bancos brasileiros

Apenas 23% das grandes instituições já fizeram investimentos consideráveis no conceito, afirma empresa de pesquisas.

Por Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD

20 de agosto de 2008 - 08h15
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Ao contrário dos bancos americanos e europeus, os brasileiros ainda não estão migrando para a Arquitetura Orientada a Serviços (SOA). De acordo com Mauro Peres, diretor de consultoria da IDC, apenas 23% das grandes instituições financeiras já começaram a investir no conceito.

Em 2008, afirma Peres, cerca de 20% dos maiores bancos do País vão começar projetos este ano, 30% em 2009 e 2010 e 18% não chegaram a pensar nisso até o momento. “Muitas instituições já investiram na revisão de suas arquiteturas há menos de cinco anos. No momento, a maioria ainda faz testes com o SOA”, justifica o diretor.

Jeanne Capachin, vice-presidente de pesquisas da empresa, conta que, especialmente na Europa, a situação é bem diferente. “Os grandes bancos europeus foram forçados a investir por conta de regulamentações, como Basiléia II”, explica Jeanne.

Nos Estados Unidos os investimentos também estão em fase avançada, mas a motivação das empresas está na troca dos sistemas comprados de terceiros — ao contrário dos brasileiros, os bancos americanos utilizam muitas soluções “empacotadas”.

Os dados foram extraídos de uma pesquisa feita com 44 bancos e 35 seguradoras. Segundo o estudo, em 2008 as instituições financeiras latino-americanas vão investir 8,6 bilhões de dólares em TI (os números não incluem gastos com telecomunicações e automação bancária).

Mais da metade (54%) do montante é de responsabilidade dos bancos brasileiros. O número representa um crescimento de 9,6% no orçamento das instituições em comparação a 2007.

Para os grandes bancos, as prioridades são a consolidação de servidores, o que inclui virtualização, e contingência e disponibilidade. “Muitos bancos estão procurando tirar os servidores das agências. Com isso, investem em aumentar seus links de comunicação de dados”, afirma Peres.

Em relação à contingência, o diretor explica que não se trata mais de investir em infra-estrutura, mas sim na revisão dos processos.

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