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Negócios

Ericsson e STMicro confirmam criação de joint-venture

Nova empresa, ainda sem nome, produzirá semicondutores e plataformas para equipamentos móveis 2G, 3G e LTE.

IDG News Service

21 de agosto de 2008 - 10h28
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A Ericsson e a STMicro formarão uma joint-venture para produzir semicondutores e plataformas para equipamentos móveis, segundo informações divulgadas pelas duas empresas nesta quarta-feira.

Cada companhia tem metade da joint-venture, que produzirá partes para equipamentos 2G (segunda geração de telefonia móvel) e 3G, bem como para LTE (Long Term Evolution), que, segundo estudo da ABI Research, terá 32 milhões de usuários até 2013.

Com a joint-venture, as empresas pretendem alcançar escala, combinando linhas de produtos complementares, e o relacionamento de fornecedores de empresas como Nokia, Samsung, LG, Sharp e Sony Ericsson, para as quais a joint-venture fornecerá hardware, software e suporte para a entrega de produtos em mercado de massa.

A Ericsson é uma das maiores provedoras mundiais de infra-estrutura para redes móveis. A divisão Ericsson Mobile Platforms, criada em 2001, fornece plataformas para telefones e outros equipamentos móveis, incluindo cartões de dados para PCs.

A joint-venture, ainda sem nome, vai reunir a Erisson Mobile Platforms com a ST-NXP Wireless, que é uma joint-venture entre a STMicroelectronics e a NXP Semiconductors. A ST-NXP Wireless começou suas operações em 02 de agosto. Além de desenvolver chips e plataformas de dispositivos desde LTE a redes 2G, a ST-NXP tem uma forte posição no TD-SCDMA, tecnologia desenvolvida na China e que está sendo testada pela China Mobile.

O presidente e CEO da Ericsson, Carl-Henric Svanberg será o chairman da joint-venture. Já o presidente e CEO da STMicroelectronics, Carlo Bozotti, será o segundo homem da nova empresa. Cada companhia terá quatro lugares no conselho. A nova corporação será sediada em Genebra e terá cerca de 8.000 empregados. O negócio está sujeito a aprovações de órgãos reguladores, segundo informaram as duas empresas.

A Ericsson vê laptops e outros equipamentos com crescente importância para o negócio de redes móveis. À medida que as redes tornam-se mais rápidas, o uso de recursos de mobilidade está sendo guiado mais por laptops e equipamentos similares do que por celulares, disse Jan Uddenfelt, vice-presidente sênior da empresa, em entrevista durante o Intel Developer Forum, realizado esta semana.

A Ericsson espera que os primeiros chips LTE estejam no mercado no próximo ano, em laptops e produtos de consumo, como o Playstation Portable, da Sony. Eventualmente, a tecnologia poderá ir para telefones, mas não são o foco da LTE, destacou o executivo. É difícil aproveitar os recursos de uma rede de alta velocidade com um telefone, ponderou Allen Nogee, analista da In-Stat. Equipamentos voltados para dados, com telas maiores, devem ganhar espaço.

O LTE oferecerá velocidades de 150Mbps para download e 50Mbps para upload, informou a Ericsson. As operadoras poderão dividir a banda entre usuários da forma que desejarem.

No entanto, mesmo para usuários corporativos com laptops, as operadoras estarão assumindo um risco ao investirem em LTE, ressaltou o analista. "O mercado de altas taxas de transmissão de dados para laptops não é grande como os demais", afirmou. Uma das razões é que, depois de pagar por acesso rápido com fio à internet, muitos usuários não querem pagar um preço alto - mais de 50 dólares nos Estados Unidos - por um serviço móvel que freqüentemente não está disponível onde eles querem trabalhar, afirmou o analista.

A Ericsson espera a oferta comercial do LTE para 2010. Um dos principais rivais dessa tecnologia é o WiMax, cuja versão móvel já começou a ser implementada em alguns países - a Sprint Nextel pretende lançar sua oferta no próximo mês, em Baltimore, Estados Unidos.

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