Negócios
Alta do dólar já era esperada pela indústria de tecnologia
Para representantes da indústria nacional, valorização da moeda americana ajuda a tornar o país mais competitivo e fomenta a produção nacional.
Por Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD
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A indústria brasileira já esperava um aumento do dólar. Segundo Julio Gomes de Almeida, consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), a moeda brasileira estava muito valorizada e essa era uma situação que não iria se sustentar por muito tempo.
“Algum dia a alta do dólar ia acontecer”, resume Almeida. De qualquer forma, o consultor acredita que ainda é cedo para analisar se a moeda americana vai mesmo se manter em um patamar mais elevado, acima de 1,8 real.
Caso isso aconteça, Almeida estima que os efeitos nos preços de equipamentos da indústria da TI só devem ser sentidos com o dólar acima de 2 reais. E, se a moeda americana ultrapassar este patamar, a indústria nacional de componentes pode ganhar um incentivo.
“O dólar a 1,8 real não é suficiente para incentivar a produção nacional. Isso só deve acontecer se o real sofrer uma desvalorização maior”, diz o consultor. De um modo geral, Almeida acredita que o aumento da moeda americana fortaleça a indústria nacional, principalmente por conta das exportações.
Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), também acredita que o dólar valorizado favorece, de certa maneira, a indústria nacional. “Se o dólar ficar na faixa de 1,8 real ou 1,9 real aumenta a competitividade do Brasil, além de diminuir a importação de produtos, principalmente da China”, afirma.
Do lado do consumidor, mesmo admitindo que, para a indústria de informática, o dólar alto é um complicador, Barbato não acredita em um repasse nos preços por conta da alta competitividade do setor.
Repasse da alta do dólar
É costume no meio empresarial brasileiro o repasse automático da alta do dólar ao consumidor final. Até por quê, no caso da Indústria de Informática, os componentes eletrônicos, na maior parte, são importados. Esperamos que realmente a competitividade do mercado de informática, pelo menos, retarde esse repasse para a felicidade do consumidor final, especialmente o de baixa renda, que compõe um mercado de imenso potencial.
ALEXSANDRO - 17 Set 2008, 11h30
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