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Fabricantes de DRAM cortam produção para aumentar preços

As fabricantes Elpida, do Japão, e Powerchip, de Taiwan, anunciaram que vão diminuir a produção em até 15%. Baixo preço das memórias vem afetando a rentabilidade das empresas.

rodrigo.caetano@nowdigital.com.br

15 de setembro de 2008 - 11h41
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Alguns fabricantes de memórias (DRAM) cortaram parte de suas produções na semana passada na esperança de que, com a redução da oferta, os preços dos produtos aumentem.

A japonesa Elpida Memory e a taiwanesa Powerchip ajustaram a fabricação ao mesmo tempo em que os preços praticados no mercado chegaram ao patamar mais baixo da história. Mas, apesar de terem diminuído a velocidade de queda, as ações não evitaram completamente a baixa.

Fabricantes de DRAM vêm enfrentando problemas ao longo deste ano devido a uma escassez de demanda por chips. Muitas fábricas foram construídas sob a expectativa de um crescimento na procura gerado pelo aumento nas vendas de PCs. Mas as empresas não conseguiram sincronizar a oferta e a procura.

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O excesso de fabricação é um peso para os fabricantes. Muitos estão perdendo dinheiro nas vendas. Mas, para os consumidores, tem sido ótimo. As memórias, geralmente, representam um gargalo de velocidade nos computadores, já que a maioria dos fabricantes instala quase sempre o mínimo necessário.

Com a queda nos preços, os PCs estavam sendo vendidos com muito mais capacidades. Os equipamentos da Dell, por exemplo, chegavam a sair com 3 GB de memória DDR2.

Segundo Andrew Norwood, analista do Gartner, os cortes de produção feitos pela Powechip e pela Elpida não devem afetar os preços das memórias imediatamente. As duas empresas representam 2,3% da produção global. A expectativa do analista é que os efeitos de uma redução neste momento só devem aparecer a partir de novembro.

De acordo com a Powerchip, o corte será de 10% a 15%. A Elpida afirmou que deve reduzir a produção em 10%. A empresa planeja converter parte das linhas de produção de DRAM em fábricas de chips usados em monitores LCD.

O problema para as duas empresas é que suas principais competidoras não acompanharam o movimento. A Samsung, maior fabricante mundial, não tem planos de reduzir a produção, afirmou Eunhee Lee, porta-voz da companhia.

Na verdade, a empresa está se aproveitando do momento para aumentar a pressão sobre as rivais elevando os planos de investimentos em novas fábricas este ano. A Samsung estima gastar 6,32 bilhões de dólares em novas linhas em 2008.

A segunda maior fabricante, Hynix, também não tem planos de reduzir a produção, assim como a Qimoda AG e a Mícron Technology.

Para os fabricantes, o melhor cenário seria alguma companhia sair do mercado ou ser comprada por uma rival. Segundo analistas, o preço deve se manter baixo, pelo menos, pelos próximos quatro ou cinco meses.

De modo geral, os investimentos em novas plantas de fabricação caíram 50% este ano, em comparação ao ano passado. Para John Lei, analista da iSuppli, esse corte de gastos deve fazer os preços subirem a partir de 2009.

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