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Queda da bolsa atinge empresas de TI no Brasil

Com exceção da Itautec, todas as empresas de tecnologia listadas na Bovespa tiveram queda nas ações. Totvs teve o menor tombo.

Por Redação COMPUTERWORLD

16 de setembro de 2008 - 07h25
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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou nesta segunda-feira (15/09) a pior queda desde o fatídico dia 11 de setembro de 2001. A quebra do banco norte-americano Lehman Brothers gerou um movimento de instabilidade na economia mundial com as bolsas no mundo inteiro despencando. A Bovespa seguiu o mesmo caminho com queda de 7,59% na segunda.

O dólar comercial fechou o dia cotado a 1,808 real, alta de 1,51% em relação ao pregão anterior. A taxa de risco-país também subiu, 17%, ficando em 309 pontos.

O cenário atingiu também as empresas de tecnologia da informação listadas na bolsa. Com exceção da Itautec, todas fecharam o dia com baixas, algumas expressivas.

O maior tombo foi da Semp Toshiba: 16,7%. A B2W, formada com a fusão entre Americanas.com e Submarino, apresentou queda de 9,54%. Logo após, ficaram a Ideasnet, com queda de 8,47%, e a Positivo, que caiu 7,73%.

O Uol caiu 4,5% e a Bematech, que também atua no setor de varejo com equipamentos para automação comercial, fechou o dia com oscilação negativa de 6,84%.

Além da Itautec, que apresentou pequena alta de 0,02%, a Totvs parece ter tido mais sorte. A empresa, que recentemente comprou sua maior competidora brasileira, a Datasul, fechou o pregão com queda de apenas 1,7%.

Segundo Luiz Jurandir Simões Araújo consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) a crise afeta todas as empresas. “Uma crise bancária é como um AVC (acidente vascular cerebral), bloqueia algumas veias e o pedaço do corpo que depende delas vai sofrer”, exemplifica Araújo.

Por outro lado, o consultor ressalta que, na economia, o ruim e o bom sempre estão presentes ao mesmo tempo. “A crise não mudou os fundamentos do País, continuamos com grande potencial energético e apresentando crescimento no poder de compra das classes mais baixas, por exemplo”, afirma.

As empresas que apresentam princípios de gestão coerentes, independentemente do setor em que atua, devem ter mais facilidade para superar o mau momento sem muitos prejuízos. “Quem está no Novo Mercado (segmento da Bovespa com empresas que adotam princípios mais rígidos de governança corporativa), mesmo considerando que o discurso é sempre melhor do que a realidade, fica acima da média geral”, diz o consultor.

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