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Crescimento de TI no País deve compensar aumento do dólar, diz consultor

Para analista da IT Data, no caso dos canais de distribuição, a oscilação da moeda norte-americana deve, no primeiro momento, afetar apenas as empresas que atuam com grandes corporações.

Por Tatiana Americano, da Channel World

17 de setembro de 2008 - 14h25
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Desde que o dólar - pela primeira vez desde janeiro deste ano - foi cotado acima de R$ 1,80 começaram as especulações sobre o impacto que essa valorização da moeda norte-americana pode ter para a economia brasileira. No caso dos canais de distribuição de TI, o cenário tem merecido especial atenção das empresas que atuam com produtos importados e cujos preços podem ser afetados pela oscilação do dólar.

"Aconselho, no entanto, que os canais tenham sangue frio e analisem o cenário com calma e sem precipitação", alerta Alvaro Leal, consultor da IT Data. "Levando em conta que os dois últimos anos foram muito bons para o setor de TI, acredito que as empresas tenham margem para amargar as perdas que podem ser geradas se o dólar permanecer em alta", complementa o especialista, negando assim a possibilidade de uma crise mais profunda.

De acordo com Leal, o impacto mais imediato deve ser sentido apenas pelos canais que apresentam projetos com equipamentos ou soluções importados e para os quais os fornecedores não mantêm um estoque local. "No caso dos PCs, por exemplo, a maioria dos fornecedores depende apenas de alguns componentes importados", ressalta o consultor.

Ainda em relação ao mercado de computadores, Leal corrobora a visão da Fundação Getúlio Vargas ao enfatizar que os fabricantes e distribuidores já tinham começado a preparar os estoques para suprir o aumento da demanda no final de ano e, por isso, a oscilação da moeda norte-americana não deve ter um impacto significativo nos preços do setor.

Freio nos grandes projetos

Mais do que o aumento do dólar, o consultor da IT Data considera que outra preocupação dos canais e fornecedores de TI tem de girar em torno da fuga de investimentos na Bolsa de Valores, gerada pela crise na economia norte-americana. "Com isso, as empresas de capital aberto que estão no Brasil vão ter menos dinheiro e podem postergar alguns projetos na área de tecnologia", analisa Leal, ao citar que isso tende a afetar, especialmente, as revendas e integradores que atuam com clientes de maior porte.

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