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Oracle OpenWorld: economia não freia gastos com TI

Participantes do evento da Oracle não pretendem mudar planos de investimentos por causa da crise, ainda.

Por IDG News Service, EUA

23 de setembro de 2008 - 18h06
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O medo por causa do frágil estado da economia ainda não se traduziu em redução de investimentos por parte dos participantes do Oracle OpenWorld 2008 – que acontece esta semana em São Francisco (EUA) e manteve o ritmo de lançamentos. Entrevistas com participantes realizadas nesta segunda-feira (22/09) mostraram - como previram alguns analistas -  pouca ansiedade com a economia, com boa parte dos entrevistados afirmando que manterá o curso de seus investimentos.

“Para nossa companhia, não há um efeito direto, porque trabalhamos em esferas governamentais”, disse Marty Pressey, gerente sênior de projetos da InfoReliance, que constrói aplicativos relacionados à defesa. “Obviamente, o governo federal e o Departamento de Defesa continuarão a investir no suporte às suas operações”, disse, lembrando que as eleições podem ter impacto maior em seus negócios do que a economia.

Rob Walker, gerente da área de sistemas comerciais da Beckman Coulter, fabricante de equipamentos de diagnóstico, disse que a economia não está afetando as aquisições de sua companhia, mas não descarta que isso possa acontecer no futuro. Também na Ventana Sistemas Médicos a economia anda não influiu as decisões de compra de TI. Foi o que informou Andrew Elmer, administrador de bancos de dados Oracle. “É possível que isso venha a acontecer, mas é difícil dizer agora”, comentou.

Outro participante, que pediu para não ser identificado, disse que a economia pode afetar as aquisições de TI de companhias cujos negócios não estejam indo bem, ou que as margens estejam baixas. Não é o caso de sua empresa – usuária SAP – que continua com seu orçamento de TI intocado.

Apesar de vários entrevistados terem demonstrado pouca preocupação com o efeito da crise sobre os investimentos em TI, um deles disse estar vendo poucos investimentos. “Os orçamentos para o próximo ano serão baixos”, disse Anil Jain, arquiteto de aplicativos da InterCall, fornecedora de serviços de conferência. “Teremos muitas mudanças em termos de recursos e de ferramentas que poderemos comprar. Preparamos várias propostas de orçamento para 2009, mas não sabemos ainda qual deles será aprovado, ou não”, disse.

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