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Negócios
IBM anuncia ampliação de produção de storage no Brasil
Companhia investe US$ 2 milhões em ampliação de contrato com a Flextronics, que produzirá os discos DS 400 em Sorocaba.
Fábio Barros, do COMPUTERWORLD
Apostando no crescimento do mercado de storage, a IBM anunciou nesta quinta-feira (25/09) a ampliação de sua linha de produção de discos de armazenamento no Brasil. A companhia, que já fabricava por aqui discos de alto desempenho, passará a fabricar também os discos DS 400, voltados ao mercado de pequenas e médias empresas, que a fabricante começou a explorar em 2006.
De acordo com Andrew Monshaw, gerente geral de sistemas de storage da empresa, o projeto consumiu investimentos de 2 milhões de dólares e a fabricação ficará à cargo da Flextronics de Sorocaba (SP). De acordo com o executivo, a decisão de fabricar no Brasil trará benefícios para os clientes e para a companhia.
“Se queremos crescer temos que investir. Não podemos ampliar nossos ganhos sem investir”, disse. Monshaw acredita que o anúncio reforça, junto ao governo brasileiro, a disposição da companhia em manter seus investimentos no Brasil e vai permitir que o mercado brasileiro tenha acesso a produtos cerca de 10% mais baratos e, em alguns casos, produzidos de acordo com as necessidades do mercado local.
Segundo André Luiz Bonacossa, executivo de sistemas de storage da IBM Brasil, a nova linha terá capacidade de produzir 500 máquinas por mês. “Isso representa 50% a mais do que importamos hoje para atender ao mercado local”, compara. O executivo explicou que os equipamentos serão destinados a empresas com um mínimo de dez servidores e que custarão, em média, 5 mil dólares.
Com o anúncio da nova linha de produção no Brasil, Monshaw disse esperar que a participação da IBM no mercado brasileiro de soluções de armazenamento – que hoje é de 14% - cresça entre 3 e 5 pontos. “Para isso, teremos que crescer acima da média do mercado e acima da média da companhia”, disse.
Monshaw ressaltou que o movimento é resultado de uma mudança significativa pela qual a empresa vem passando, que é sua reorganização em favor de geografias emergentes. “Temos redirecionado investimentos para países emergentes da América Latina, Europa e Ásia”, disse. Especificamente sobre o Brasil, o executivo disse que, na área de storage, o país passa a contar com contato direto com a corporação, não devendo mais passar pelo filtro de uma diretoria voltada para região latino-americana.
Na prática, o objetivo da companhia é elevar o percentual de sua receita oriunda de fora dos Estados Unidos – hoje em 65%. O executivo reconheceu que a crise financeira vivida naquele país só vem reforçar a estratégia. “É por isso também que estamos investindo fora dos EUA. Esta crise nos dá a oportunidade de investir ainda mais em países emergentes”, disse.
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