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Crise econômica mundial: o impacto no canal de distribuição

Por conta da oscilação da moeda norte-americana no Brasil, fabricantes preparam novas tabelas de preços e canais se preparam para lidar com um cenário de custos mais altos, redução na demanda e falta de crédito.

Por Redação Channel World

01 de outubro de 2008 - 09h00
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Enquanto o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mantém uma postura de otimismo em relação à capacidade do Brasil ser pouco afetado pela crise financeira mundial – que ganhou força em setembro com a quebra de bancos de investimentos norte-americanos –, nos bastidores, a equipe econômica do Governo já faz movimentos para reverter a instabilidade do mercado.

O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, na apresentação para o Conselho Político do Governo, realizada no dia 06 de outubro, admitiu que provavelmente essa seja a maior crise econômica mundial desde 1929, quando houve o ‘crash’ na Bolsa de Nova York.

Assim, a menos de um mês do início da fase crítica da crise, o canal de distribuição já começa a sentir os efeitos da instabilidade mundial, em especial, por conta da valorização do dólar, o qual passou de um patamar de R$ 1,559, no início de setembro, para R$ 2,203, na quinta-feira (09/10).

Com grande parte da indústria de TI no País dependente de componentes ou produtos importados, o reajuste nas tabelas de preços praticadas para distribuidores, revendas e integradores é só uma questão de tempo. “Sinto que os fabricantes ainda estão esperando para ver qual vai ser o novo patamar de estabilização do dólar”, analisa Fábio Gaia, diretor-presidente da distribuidora Officer, ao citar que a porcentagem de aumentos para o setor deve ser proporcional à variação da moeda norte-americana.

“Outubro vai ser fundamental para definir o humor do mercado e para inventariar os prejuízos. Depois daí é que vai ser possível analisar o que vai acontecer”, pontua Gaia. Opinião compartilhada pelo economista Francisco Pessoa, da LCA Consultores. “Os pacotes e todas as medidas [anunciados desde o início de outubro pelos Bancos Centrais dos Estados Unidos e Europa] devem impedir o caos generalizado. Mas a turbulência não vai acabar tão cedo”, prevê o especialista.

Já sobre a posição do Brasil na crise, Pessoa enfatiza que há uma previsão de que o Banco Central aumente a taxa Selic em, pelo menos, mais um ponto porcentual, até o final deste ano. O que vai contribuir para aumentar os juros e, assim, limitar a obtenção de crédito no País.

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