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Negócios
Secretário de TI do TSE investe na estruturação do conhecimento
Giuseppe Janino fala sobre desafios do cargo e explica o trabalho para tornar conhecimento tácito em formal.
Marina Pita, CIO
O trabalho de Giuseppe Janino no Tribunal Superior Eleitoral é um tanto intrigante: ele é um CIO que tem como clientes/usuários toda a população brasileira em idade para votar. Isto significa lidar com uma série de dificuldades extras no que diz respeito a diferenças culturais e prestação de contas, sem falar no peso político de sua tarefa para a continuidade da democracia recente do País. A seu favor, o secretário conta com picos bem definidos e ciclos conhecidos e regulares de trabalho.
Concursado do TSE desde 1996, quando ficou no primeiro lugar da lista de aprovados, é o primeiro Secretário de TI do TSE que faz parte do quadro de funcionários do órgão. Giuseppe fez parte da equipe de projeto que desenvolveu a urna eletrônica no Brasil desde seu embrião e, agora, enfrenta o desafio de gerir o conhecimento sobre o assunto para continuar o processo de melhoria contínua.
O problema é que, por conta da especificidade do processo, as pessoas envolvidas no projeto desenvolvem um conhecimento muito específico que não existe no mercado e - com o agravante de muitas delas serem terceirizadas - acabam retendo com elas o acúmulo de cada período. Obviamente, isso não é algo planejado pelos envolvidos, mas ocorria pela falta de uma política formal para transformar o conhecimento tácito em informação formal e compartilhado.
Para mudar essa realidade, o TSE “investiu muito para reter o conhecimento e promover uma melhor gestão”, afirma Giuseppe que, orgulhoso, garante que essa é uma grande contribuição para a continuidade da melhoria e transparência da secretaria para a automatização do processo eleitoral.
A Secretaria de TI do TSE implementou uma série de ferramentas para o planejamento estratégico, investiu na criação de uma metodologia de desenvolvimento de sistemas, baseada no PMI, e capacitou todos os gerentes de projeto. O novo escritório de projetos leva para a alta direção da secretaria, em forma de painel, todos os indicadores de prazo e risco. “Agora temos uma estrutura muito sólida de planejamento, execução e controle”, garante.
Além disso, Giuseppe investiu na criação de uma área de desenvolvimento de gestão de processos e implementou um sistema para gerenciar a qualidade dos produtos e criar um vínculo entre os processos e a ação da diretoria.
“Esta vem sendo uma experiência muito interessante e gratificante. A equipe vê o resultado do trabalho impactando a população, o que também traz uma grande responsabilidade. Na Justiça Eleitoral temos um desafio ainda maior que é a sustentação da democracia”, declara o secretário de TI.
A equipe ainda comemora o resultado da última pesquisa realizada pelo Nexus, em 2006, em que 97,7% dos entrevistados aprovam a utilização da urna eletrônica nas eleições brasileiras. Outros 88% dos entrevistados afirmaram não ter enfrentado dificuldades na hora de votar. De acordo com o Instituto Nexus, considerando uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais, pode-se afirmar categoricamente que a urna é, de fato, uma unanimidade nacional como instrumento utilizado para a escolha dos candidatos e registro dos votos.
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