Negócios
Colapso em Wall Street coloca os gastos com TI em risco
Apesar das conseqüências da crise financeira ainda não poderem ser mensuradas, uma coisa é certa: os departamentos de TI vão enfrentar uma nova realidade já nos próximos meses.
Por IDG News Service
Compartilhe:
As conseqüências gerais para a economia do colapso de Wall Street ainda precisam ser calculadas, mas está claro que os departamentos de TI das empresas vão passar a trabalhar em condições totalmente diferentes já nos próximos meses.
Mesmo com o furacão que passou pelos mercados financeiros, empresas de consultoria, como o Gartner e a Forrester Research, estão prevendo crescimentos nos gastos com tecnologia para os próximos anos em comparação a 2008.
“A indústria de TI pode ser mais resistente do que pensávamos”. A afirmação consta em um relatório do Gartner assinado pelos analistas Ken McGee e Mark Mcdonald. Mas, o mesmo documento afirmava que as taxas de crescimento tendem a ser bem pequenas enquanto o clima econômico não melhorar.
Essa melhora pode acontecer no segundo semestre do ano que vem, segundo os analistas. O conselho dado aos gerentes de TI foi preparar dois orçamentos para 2009: um baseado nas previsões dadas pelos executivos das empresas, e outro, alternativo, “fortalecido”.
Andrew Bartels, analista da Forrester, aumentou sua previsão para o aumento dos gastos com TI este ano de 3,4% para 5,4%. Mas, em um relatório lançado no final de setembro, o analista afirmou que espera ver uma diminuição nas compras de tecnologia neste final de ano e no começo de 2009.
Para Bartels, que havia previsto um crescimento de 10% no mercado de TI em 2009, no próximo ano a taxa de elevação das compras de tecnologia não vai passar de 6%.
Segundo o analista Charles King, da consultoria Pund-IT, muitos gerentes de TI devem atrasar novos projetos e upgrades para produtos como o Windows Server 2008. “A menos que se prove ser absolutamente crítico para os negócios, as compras de sistemas ou equipamentos devem ser adiadas ao máximo”, afirmou King.
A CIO Executive Board, associação de executivos de tecnologia dos Estados Unidos, divulgou, na semana passada, uma pesquisa com 50 CIOs na qual revelava que 50% dos entrevistados estavam colocando em espera projetos não essenciais. Cerca de 25% dos pesquisados congelaram as compras de TI. Ao mesmo temo, a maioria dos executivos afirmou estar reavaliando o orçamento do ano que vem.
Outro problema, que tende a ser ainda mais imediato, é a falta de crédito. Quem está procurando formas de financiar novos equipamentos ou está embarcando em grandes projetos pode enfrentar dificuldades.
Este problema, resultado da falta de interesse dos bancos em adicionar mais empréstimos à suas carteiras deficitárias, é a maior ameaça na visão de um comprador, segundo Brian Babineau, analista da consultoria Enterprise Strategy Group. “Muitas compras de TI são financiadas”, explica o analista.
Cortes no orçamento podem levar algumas empresas ao offshore outsourcing. Mas, segundo Eugene Kublanov, CEO da consultoria NeoIT, especializada em outsourcing, caso Barack Obama seja eleito presidente dos Estados Unidos, existe grande probabilidade do novo governo propor incentivos fiscais para manter o crescimento dos empregos no país, desencorajando a terceirização.
O mercado de TI ainda pode ver a chegada de novos talentos, principalmente por conta dos cortes que devem acontecer no mercado financeiro, fazendo os estudantes optarem por carreiras na área de tecnologia. Uma crise de maior duração em Wall Street também pode levar a um aumento nos programas de ciência da computação nas universidades americanas.
Pelo menos uma coisa não muda: os gerentes de TI continuam a buscar redução de custos por meio da consolidação de servidores e uso de tecnologias de virtualização.
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


