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Sefaz sofre para comprar equipamentos por conta da crise

Organização tem R$ 17 mi para gastar para melhorar infra-estrutura de hardware da Nota Fiscal Paulista, mas fornecedores querem mais prazo antes de vender.

Por Tatiane Seoane, DO COMPUTERWORLD

09 de outubro de 2008 - 07h45
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Os projetos de expansão da Notal Fiscal Paulista estão passando por um momento de dificuldade com seus fornecedores devido a crise financeira mundial.

Segundo Cesarvinicius Satt Rodrigues, principal responsável pela área de TI da Secretaria da Fazenda (Sefaz), a organização possui cerca de 17 milhões de reais para serem investidos até o próximo dia 10 de outubro. Estes recursos envolvem compra de storage, back-up e software para infra-estrutura.

Ele afirma que os fornecedores estão pedindo mais tempo para fechar contratos afim de ver as consequências da crise. Mesmo assim, o executivo segue confiante de que os acordos vão acontecer até esta data. . “É o tempo de esperar o mercado se estabilizar. Não acredito que isto irá levar muito tempo. Além disto, temos atenção especial do governo neste projeto”, conclui.

Desde abril de 2007 (data de início do projeto) até hoje, Rodrigues afirma que o governo já investiu 30 milhões de reais e outros 30 milhões de reais serão investidos em 2009. Tanta atenção do governo se deve principalmente à necessidade de expansão de armazenagem que o sistema demanda.

O banco de dados da Nota Fiscal Paulista recebe 26 milhões de dados diários. Assim, o ambiente tecnológico da Sefaz se preparou para a capacidade para crescer até 1,5 terabyte por mês. Hoje, esta infra-estrutura tem capacidade de 128 terabytes. “Nosso maior desafio é melhorar o tempo de processamento de arquivos”, conta Rodrigues.

Com a atual estrutura, a Sefaz levou uma semana para processar os 800 milhões de dados inseridos de janeiro a junho de 2008 dos mais de 13 milhões de consumidores com CPF ou CNPJ cadastrados no projeto. A Nota Fiscal Paulista distribuiu 270 milhões de reais em isenção fiscal para os participantes.

A intenção agora é diminuir este tempo para 24 horas a 48 horas. “Por isso ainda precisamos de servidores com mais capacidade”, completa.

De acordo com Rodrigues, o projeto já está chegando em seu auge em relação ao volume de CPFs e CNPJs cadastrados. Contudo, a área de tecnologia dele ainda está longe de pôr os pés no breque.

Entre outros projetos para 2009 o executivo prevê o desenvolvimento de equipamentos de cupom fiscal com GPRS para a emissão de documentos fiscais e lançar um site de back-up.

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