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Crise econômica: Officer prevê um outubro decisivo para o canal

Mesmo considerando que a instabilidade econômica deve ter efeitos negativos para todo o mercado, Fabio Gaia acredita que a economia e a demanda aquecida podem reduzir os impactos para o canal.

Por Tatiana Americano, da Channel World

09 de outubro de 2008 - 08h00
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"Estamos vivendo o final do começo de uma longa crise". Assim, Fabio Gaia, diretor-presidente da Officer, fez uma análise do atual cenário econômico, o qual tem sido diretamente impactado pelos problemas financeiros dos Estados Unidos. "E o mês de outubro vai ser decisivo para o humor do mercado e para a definição do novo patamar do dólar", analisa Gaia.

Ainda segundo o executivo, só depois de passada essa fase inicial de turbulência da Bolsa de Valores e de instabilidade da moeda norte-americana, o próprio canal de distribuição brasileiro pode avaliar os possíveis prejuízos, bem como buscar alternativas. "De qualquer forma, a superação da crise depende de uma estratégia conjunta de distribuidores, fabricantes e canais", pontua o diretor-presidente, ao enfatizar a importância do setor se unir nesse momento.

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De acordo com Gaia, o inevitável aumento no preço dos produtos de TI e informática que dependem de importação ainda representa uma incógnita para o mercado, uma vez que os próprios fabricantes estão esperando um período de menor variação do dólar para definir as novas tabelas de preço.

O executivo citou ainda que, no caso da Officer, cerca de 10% do faturamento da distribuidora depende de algum tipo de importação. "Mas como sempre atrelamos o pagamento ao real, não devemos sofrer com essa variação", cita Gaia.
 
Já quando questionado sobre os possíveis estragos que a crise deve ter para o faturamento da Officer em 2008, o diretor enfatiza que ainda não tem como prever se a distribuidora vai atingir o crescimento de 17% projetado para este ano, quando esperava faturar cerca de R$ 950 milhões.

Cenário positivo

Mesmo considerando que a crise econômica deve ser longa e fazer estragos consideráveis no mercado, o executivo da Officer afirma que alguns fatores podem minimizar o problema para os canais de distribuição de TI e informática. "Não podemos ignorar que, diferente de outros momentos, o Brasil tem uma economia forte", afirma Gaia, que acrescenta: "Além disso, em 2008, uma nova camada da população passou a ter acesso à tecnologia, o que aumentou a base de clientes do setor."

Também nesse sentido, o executivo considera que a dificuldade de obtenção de crédito pode fazer com que os consumidores que programavam a compra de um um automóvel, por exemplo, desistam do financiamento e utilizem esse dinheiro para a aquisição de produtos na área de informática, em especial, notebooks e desktops.

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