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Intel analisa plano de divisão operacional da AMD

Advogados da Intel avaliam se spinoff da AMD pode acabar com o antigo acordo de licenciamento entre as companhias.

Por Computerworld, EUA

09 de outubro de 2008 - 12h56
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Na último dia 07, terça-feira, a AMD anunciou planos de se dividir em duas: uma fabricante de chips e em outra focada no desenvolvimento de processadores chamada Foundry. Entretanto, a rival Intel está tentando evitar o acordo que viabiliza essa ação.

As concorrentes Intel e a AMD entraram em acordo sobre patentes desde 1976. Entre outras coisas, o último pacto assinado define que a AMD pague royalties para a Intel para a utilização da arquitetura x86. Segundo Chuck Mulloy, porta-voz da Intel, a empresa tem dúvidas sobre a divisão da competidora no que diz respeito exatamente ao pagamento desses royalties.

Mesmo assim, o executivo garante que a Intel avaliará o acordo que a AMD planeja. "Nós não temos informações suficientes por enquanto. Vamos avaliar. A Intel tem uma obrigação para os seus acionistas de proteger a sua propriedade intelectual", declarou o Mulloy.  

Drew Prairie, porta-voz da AMD, disse ao Computerworld que os executivos dedicaram profunda atenção às restrições dos vários acordos de licenciamento ao decidir pela separação. "Nós analisamos a situação. O projeto [de separação] foi feito de forma que atendesse os acordos de licenciamento para garantir que a Foundry seja capaz de produzir todos os produtos da AMD.", disse.

Segundo Mulloy, a AMD não entrou em contato com a Intel para falar sobre os acordos de licenciamento antes de anunciar o spinoff. Ele acrescentou que a Intel também não procurou a AMD.

A Foundry vai ser de propriedade da AMD e da ATIC, que é do governo de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Com investimentos de US$ 2,1 bilhões da ATIC, a Foundry vai assumir cerca de US$ 1,2 bilhões de dívidas da AMD.

Para analistas, a separação pode fazer a AMD novamente uma ameaça contra a Intel.

"É como a antiga AMD depois de passar por um SPA. Eles voltaram mais fortes financeiramente e em melhor forma. É como ter um tio rico que vai ajudar," resumiu Dan Olds, analista do Gabriel Consulting Group.

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