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Crise financeira: TI sofre, mas alívio vai chegar em médio prazo

Analistas do mercado confessam que a situação é bem ruim para a TI, mas o setor vai sentir melhoras significativas em médio prazo.

Por IDG News Service, EUA

06 de outubro de 2008 - 07h00
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Na última quinta, a bolsa de valores para empresas de tecnologia teve a maior queda da últimas 52 semanas. Antes desta queda significativa, as ações de gigantes de TI já vinham sofrendo.

Andrew Bartels, vice-presidente da Forrester, acredita nisso. Para ele, se o pacote de resgate para o setor financeiro for aprovado pelo congresso dos Estados Unidos, a TI não vai sentir quedas nos orçamentos anuais com TI em 2008 ou 2009.

Vários investidores de TI estão fugindo assustados mesmo assim. Na última segunda (chamada de segunda negra pelos prejuízos), após o congresso dos EUA ter recusado a aprovação do plano de ajuda, a Nasdaq teve queda de mais de 9% para 1983.73, a sua terceira pior porcentagem de perda na história e a maior queda nas últimas 52 semanas.

Em porcentagem, a perda foi maior do que a média de queda de 6,98% do Dow Jones Industrial. Ainda que a Nasdaq tenha se recuperado nos dias subseqüentes, caiu novamente na quinta para 1976.72, colocando o patamar das perdas ainda mais para baixo.

Durante esta semana, analistas diminuíram as perspectivas de valor das ações e de ganhos de várias empresas de TI – como Apple, Citrix, Digital River, Salesforce, AT&T, Akamai e Intel. Grande parte dos analistas concorda que a crise financeira vai causar redução na oferta de crédito que vai reduzir, por conseqüência, os gastos em TI de consumidores finais e corporações.

No relatório de pesquisa do setor de software, o analista do Citigroup Brent Thill disse: "estamos reduzindo as estimativas em 11 das 22 empresas que nós analisamos como reflexo de uma macroeconomia que se deteriora."

Queda em fusões e aquisições
A crise financeira também vai diminuir o ritmo de fusões e aquisições. A falência de bancos de investimentos vai reduzir as compras lastreadas – aquisições feitas com dinheiro emprestado. Além disso, ações com preços menores diminuem o interesse em receber ofertas com grandes quantidades de ações.

"Em 2008 vamos ver o final de quatro anos consecutivos de crescimento em gastos com fusões e aquisições," escreveu em relatório Brenon Daly, analista do 451 Group. "Depois de quase meio trilhão de dólares com fusões e aquisições nos últimos dois anos, veremos 2008 fechar com um terço deste valor."

Mesmo empresas com bilhões de dólares em suas mãos, como Google e IBM, devem ser cuidadosas para comprar, defende Brenon.

Orçamento inalterado, por enquanto
Apesar do barulho, os gastos com TI não devem diminuir na comparação ano a ano, ao contrário com a década seguinte à bolha das ponto com.

"Seguimos com a nossa previsão," disse o analista da Forrester Bartels. A Forrester prevê que os gastos com TI cresçam 5,4% em 2008 e 6,1% em 2009. Isso representa 572 bilhões de dólares em 2008 e 606 bilhões de dólares em 2009.

"Os CIOs já cortaram, nos últimos anos, seus orçamentos até o osso. Não há muito mais o que cortar," resume Bartels.

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