Negócios
Ingram encara crise como oportunidade de crescer no País
Diretor acredita que o mercado brasileiro tende a sentir os efeitos da instabilidade financeira internacional em 30 a 60 dias.
Por Tatiana Americano, da Channel World
Longe da apreensão de muitos executivos de TI, o presidente da Ingram Micro no Brasil, Bruno Grandguillotte, acredita que o momento pode ser uma oportunidade interessante para a distribuidora reforçar, ainda mais, seus resultados no País. "Tenho consciência que a economia como um todo vai ser afetada. No entanto, para uma empresa como a nossa é muito fácil de se adaptar a esse tipo de cenário", enfatiza Grandguillotte.
De acordo com o executivo, o fato de fazer parte de um dos maiores grupos mundiais de distribuição contribui para essa segurança. Além disso, ele acredita que as mudanças implementadas na estrutura da Ingram Micro no Brasil, ao longo deste ano, - e que incluem a criação de dez unidades de negócios para segmentar o atendimento aos canais - permitem que a empresa enfrente melhor as turbulências no mercado.
"Na verdade, ninguém foi treinado ou preparado para enfrentar essa crise, que vai ser a primeira dentro da economia globalizada", ressalta Grandguillotte, que acrescenta: "E nossa estratégia é analisar o cenário todo dia e fazer os ajustes necessários".
O pior está por vir
Sobre os efeitos da crise nos negócios, o diretor de vendas, marketing e produtos da distribuidora no País, Luís Lourenço, ressalta que os resultados não foram afetados. "Pelo contrário, os negócios aumentaram no último mês", pontua o diretor. Ainda segundo ele, no entanto, há uma tendência de que o Brasil sinta os efeitos da crise com um certo atraso em relação aos Estados Unidos e Europa.
Para justificar sua visão, Lourenço explica: "o País depende muito de importação e esse processo de trazer produtos é relativamente longo". Nesse sentido, o executivo arrisca dizer que os verdadeiros reflexos da crise no mercado nacional de distribuição tendem a ser sentidos no período de 30 a 60 dias.
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