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Negócios

Crise econômica: Empresas de TI que se tornaram predadores

Após saber quais empresas são presas fáceis para aquisições, hoje você conhece os predadores de TI.

Computerworld, EUA

17 de outubro de 2008 - 07h00
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Na primeira parte desta reportagem especial, você conheceu as empresas de TI que são presas fáceis para aquisição.

Agora, você acompanha quais corporações que - pelo tamanho, dinheiro em caixa e posição de mercado - são os verdadeiros predadores do setor. Seguramente, veremos novas fusões.

Conheça os Predadores

Microsoft
Valor de mercado: US$204 bi
Caixa e investimentos de curto prazo: US$23,7 bi

A Microsoft tem um histórico conhecido de comprar e absorver outras empresas, tanto as start-ups para obter tecnologia quanto as grandes para ganhar market share. A tentativa de desembolsar mais de 44 bilhões de dólares pelo Yahoo também merece respeito. Se a empresa demonstrou disposição para gastar tanto, qualquer coisa na faixa alguns bilhões de dólares é uma pechincha.

Oracle
Valor de mercado: US$84 bi
Caixa e investimentos de curto prazo: US$13 bi

A Oracle gastou - em três anos e meio - pelo menos 32 bilhões de dólares em aquisições, tornando-se fornecedora de uma pilha de software empresarial integrado,  com o maior escopo do mercado.

Ainda assim, Ellison deu a entender recentemente que não vai parar por aí. “As aquisições que analisamos tempos atrás, talvez estejam mais atrativas agora”, disse aos acionistas. Ele ressaltou que, atualmente, a Oracle está mais interessada em start-ups menores e de crescimento mais rápido do que em grandes empresas de capital aberto.

IBM
Valor de mercado: US$121 bi
Caixa e investimentos de curto prazo: US$9,8 bi

Nesta semana, a IBM teve alta de 20% no lucro líquido no terceiro trimestre. A IBM é uma compradora silenciosa, mas feliz. Já adquiriu 12 empresas em 2008, incluindo a Cognos, fornecedora de BI, por US$5 bilhões. Com quase US$10 bilhões em caixa, deverá prosseguir em sua jornada de compras.

Google
Valor de mercado: US$103 bi
Caixa e investimentos de curto prazo: US$12,7 bi

A compra da empresa de publicidade online DoubleClick pelo Google por US$3,1 bilhões em dinheiro, no ano passado, foi uma exceção. O Google vinha formando seu portfólio principalmente através da aquisição de pequenas start-ups.

Como aconteceu com a compra do YouTube através de negociação de ações no valor de US$1,65 bilhão, em 2006, o Google usa suas ações sempre que possível. Mas tudo indica que a queda vertiginosa do preço de suas ações (56% em comparação ao pico um ano atrás) excluirá este tipo de transação por enquanto.

Hewlett-Packard
Valor de mercado: US$94,3 bi
Caixa e investimentos de curto prazo: US$14,8 bi

A HP mostrou disposição para fazer grandes aquisições e, assim, dar passos de gigante no mercado. Em maio, adquiriu a Electronic Data Systems, outsourcer de TI, por US$13,9 bilhões. E não devemos nos esquecer da fusão com a Compaq no valor de US$25 bilhões, em 2002. Com a EDS, a HP, maior fornecedora mundial de TI em vendas, visa a consolidar sua liderança sobre a IBM, liderança esta conquistada há apenas dois anos. Prepare-se para ver a HP correndo atrás de pechinchas e aumentando a conta de seis empresas adquiridas este ano.

Apple
Valor de mercado: US$78 bi
Caixa e investimentos de curto prazo: US$20,8 bi

A Apple adquiriu 10 empresas em seus 32 anos de história.

O modelo de negócio vertical da Apple garante que ela nunca faz aquisições para ganhar market share, somente para obter tecnologia de start-ups – como a P.A. Semi, especializada em design de processadores –  que possa digerir facilmente.

Por outro lado, se existe uma empresa capaz de lidar com uma aquisição neste momento, esta empresa é a Apple de Steve Jobs. A Apple é muito lucrativa. E vem logo atrás Microsoft em termos de caixa disponível para adquirir o controle de uma empresa.

Talvez Jobs devesse reconsiderar a fusão Apple-Sun que quase aconteceu três vezes – mas, agora, a Apple seria a compradora, não a Sun.

SAP
Valor de mercado: US$43 bi
Caixa e investimentos de curto prazo: US$3,2 bi

A gigante alemã de software empresarial SAP também é uma improvável interessada no jogo de fusões e aquisições. Com exceção da compra da Business Objects por US$6,8 bilhões no ano passado, a SAP é mais conhecida pelo crescimento orgânico, conservador. Além disso, tem o caixa mais baixo dos fornecedores listados aqui.

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