Negócios
Crise econômica: Empresas de TI que se tornaram predadores
Após saber quais empresas são presas fáceis para aquisições, hoje você conhece os predadores de TI.
Por Computerworld, EUA
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Na primeira parte desta reportagem especial, você conheceu as
empresas de TI que são presas fáceis para aquisição.
Agora, você acompanha quais corporações que - pelo tamanho,
dinheiro em caixa e posição de mercado - são os verdadeiros predadores do
setor. Seguramente, veremos novas fusões.
Conheça os Predadores
Microsoft
Valor de mercado:
US$204 bi
Caixa e investimentos
de curto prazo: US$23,7 bi
A Microsoft tem um histórico conhecido de comprar e absorver
outras empresas, tanto as start-ups para obter tecnologia quanto as grandes
para ganhar market share. A tentativa de desembolsar mais de 44
bilhões de dólares pelo Yahoo também merece respeito. Se a empresa
demonstrou disposição para gastar tanto, qualquer coisa na faixa alguns bilhões
de dólares é uma pechincha.
Oracle
Valor de mercado:
US$84 bi
Caixa e investimentos
de curto prazo: US$13 bi
A Oracle gastou - em três anos e meio - pelo menos 32 bilhões
de dólares em aquisições, tornando-se fornecedora de uma pilha de software
empresarial integrado, com o maior escopo
do mercado.
Ainda assim, Ellison
deu a entender recentemente que não vai parar por aí. “As aquisições que analisamos
tempos atrás, talvez estejam mais atrativas agora”, disse aos acionistas. Ele
ressaltou que, atualmente, a Oracle está mais interessada em start-ups menores
e de crescimento mais rápido do que em grandes empresas de capital aberto.
IBM
Valor de mercado:
US$121 bi
Caixa e investimentos
de curto prazo: US$9,8 bi
Nesta semana, a
IBM teve alta de 20% no lucro líquido no terceiro trimestre. A IBM é uma
compradora silenciosa, mas feliz. Já adquiriu 12 empresas em 2008, incluindo a Cognos,
fornecedora de BI, por US$5 bilhões. Com quase US$10 bilhões em caixa, deverá
prosseguir em sua jornada de compras.
Google
Valor de mercado:
US$103 bi
Caixa e investimentos
de curto prazo: US$12,7 bi
A compra da empresa de publicidade online DoubleClick pelo
Google por US$3,1 bilhões em dinheiro, no ano passado, foi uma exceção. O
Google vinha formando seu portfólio principalmente através da aquisição de pequenas
start-ups.
Como aconteceu com a compra do YouTube através de negociação
de ações no valor de US$1,65 bilhão, em 2006, o Google usa suas ações sempre
que possível. Mas tudo indica que a queda vertiginosa do preço de suas ações
(56% em comparação ao pico um ano atrás) excluirá este tipo de transação por
enquanto.
Hewlett-Packard
Valor de mercado:
US$94,3 bi
Caixa e investimentos
de curto prazo: US$14,8 bi
A HP mostrou disposição para fazer grandes aquisições e,
assim, dar passos de gigante no mercado. Em maio, adquiriu a Electronic Data
Systems, outsourcer de TI, por US$13,9 bilhões. E não devemos nos esquecer da
fusão com a Compaq no valor de US$25 bilhões, em 2002. Com a EDS, a HP, maior
fornecedora mundial de TI em vendas, visa a consolidar sua liderança sobre a
IBM, liderança esta conquistada há apenas dois anos. Prepare-se para ver a HP
correndo atrás de pechinchas e aumentando a conta de seis empresas adquiridas
este ano.
Apple
Valor de mercado:
US$78 bi
Caixa e investimentos
de curto prazo: US$20,8 bi
A Apple adquiriu 10 empresas em seus 32 anos de história.
O modelo de negócio vertical da Apple garante que ela nunca faz aquisições para ganhar market share, somente para obter tecnologia de start-ups – como a P.A. Semi, especializada em design de processadores – que possa digerir facilmente.
Por outro lado, se existe uma empresa capaz de lidar com uma aquisição neste momento, esta empresa é a Apple de Steve Jobs. A Apple é muito lucrativa. E vem logo atrás Microsoft em termos de caixa disponível para adquirir o controle de uma empresa.
Talvez Jobs devesse reconsiderar a fusão Apple-Sun que quase
aconteceu três vezes – mas, agora, a Apple seria a compradora, não a Sun.
SAP
Valor de mercado: US$43 bi
Caixa e investimentos de curto prazo: US$3,2 bi
A gigante alemã de software empresarial SAP também é uma improvável interessada no jogo de fusões e aquisições. Com exceção da compra da Business Objects por US$6,8 bilhões no ano passado, a SAP é mais conhecida pelo crescimento orgânico, conservador. Além disso, tem o caixa mais baixo dos fornecedores listados aqui.
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