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Crise financeira: ganhos de empresas de TI variaram, mas mostram alívio

Apesar das perspectivas ruins, os pesos-pesados da TI como Google, IBM, Intel e Advanced Micro Devices divulgaram resultados com algumas boas notícias.

Por IDG News Service, EUA

17 de outubro de 2008 - 18h16
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O colapso dos bancos de investimentos em Wall Street combinado com a fraca econômica nos Estados Unidos culminaram em fortes movimentações de descidas, com algumas altas, nas bolsaas Nasdaq e Dow Jones.

Para TI, o resultado foi o pior patamar em ações em cinco anos das empresas do setor.

Apesar das dúvidas, os balanços financeiros das grandes empresas de TI indicam que o setor não vai ser tão dramaticamente atingido como foi no estouro da bolha ponto com. Ainda que os analistas estejam prevendo diminuição do ritmo na primeira parte de 2009, poucos estão apostando em queda.

"No pior dos mundos, a nossa pesquisa indica que os gastos com TI vão crescer 2,3% em 2009, abaixo da nossa previsão de 5,8%," disse o analista Peter Sondergaard, do Gartner.

Já o Forrester mantém a sua previsão, feita em setembro, que os gastos com TI vão crescer 5,4% em 2008 e 6,1% em 2009 - 572 bilhões de dólares em 2008 e 606 bilhões de dólares em 2009.

A situação econômica atual deixa a situação cheia de incerteza. Em uma nota de aconselhamento, o analista Andrew Bartels da Forrester diz "com a crise financeira se espalhando pelo mundo, os riscos cresceram nos Estados Unidos e outros grandes países vão passar por uma recessão longa e mais profunda do que esperado. Se isso acontecer, o mercado de tecnologia verá declínio em compras por anos, não apenas dois ou três trimestres com pouco ou nenhum crescimento no final de 2008 e início de 2009."

Mesmo com a incerteza, o Google surgiu com um impressionante relatório de resultados no terceiro trimestre. O lucro foi de 1,35 bilhão de dólares, contra 1,25 bilhões de dólares um ano atrás. O resultado superou as expectativas dos analistas e foi um sinal de confiança em publicidade na internet.

“Como o líder em anúncios, o Google seria atingido pela recessão, ainda que exista clara evidência de que publicidade em buscas tenha resistência econômica”, disse o analista do Citigroup Mark Mahaney em relatório.

Duas horas após o fechamento do mercado, as negociações after-hours fizeram as ações do Google subir em 32 dólares para 385 dólares.

A IBM também divulgou forte resultado. O lucro teve alta de 20% para 2,8 bilhões de dólares no terceiro trimestre da empresa. Nas negociações after-hours, as ações da companhia saltaram 1,95 dólar para 93,47 dólares. Analistas vão salientar, contudo, que o ritmo de vendas de hardware e de assinatura de novos contratos de serviços caíram.

Enquanto isso, a AMD deu motivos de alegria aos seus acionistas apesar dos seus problemas financeiros. Ao divulgar perdas de 67 milhões de dólares, ou 11 centavos de dólar por ação, a empresa mostrou prejuízo bem menor do que as perdas de 396 milhões de dólares na comparação ano a ano e bem melhor do que as expectativas dos analistas.

O plano de divisão em duas unidades - uma para produção e outra para o design de novos chips - encorajou investidores. As ações da AMD, que perderam quase 50% do seu valor neste ano, ganharam 53 centavos de dólar, sendo negociadas por 4,65 dólares nas negociações after-hours.

Intel reportou que seu lucro cresceu 12% na comparação ano a ano no terceiro trimestre para registrar 2 bilhões de dólares. Mas a empresa falou que o último trimestre do ano, o mais forte por conta do período de festas, vai gerar entre 10,1 bilhões de dólares e 10,9 bilhões de dólares, o que significaria um queda entre terceiro e quarto trimestre, o que não acontece desde 2000.

O pior resultado foi o da Nokia. A empresa finlandesa teve queda de 28% no lucro. As vendas de celulares estão especialmente suscetíveis à instabilidade econômica.

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