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Crise já afeta 75% dos CIOs nos EUA, diz pesquisa

O levantaento da DLA Piper mostra que apenas 15% dos executivos de TI consideram que a economia deve se recuperar no primeiro semestre de 2009.

Por Redação do Computerworld

21 de outubro de 2008 - 11h13
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Um relatório da consultoria DLA Piper aponta que 75% dos CIOs norte-americanos já foram afetados diretamente pela crise financeira internacional. Apesar do número alarmante, 67% dos executivos consultados não consideram que os problemas vão ser piores do que a bolha da internet, ocorrida em 2000.

Sobre o tempo da crise, apenas 15% dos profissionais consideram que a economia dos Estados Unidos vai se recuperar a partir da primeira metade de 2009. Ou seja, a grande maioria está vendo a crise como um problema de longo prazo.

Ao falar especificamente de abertura de capital na bolsa de valores, mais da metade deles (55%) acredita que o número de IPOs vai continuar próximo a zero até 2010. “Quase 90% dos entrevistados não acreditam que o mercado de IPO vai retornar ao padrão anterior até o final de 2009. Isso não é surpreendente ao ver a extensão da atual crise econômica e como os IPOs foram reduzidos após o estouro da bolha de tecnologia em 2000,” disse Peter Astiz, co-responsável pela prática de tecnologia da DLA Piper.

Para dois terços dos executivos ouvidos, o impacto direto da crise econômica será na queda do faturamento. Ainda assim, eles estão otimistas quanto ao futuro, já que apenas um quarto dos entrevistados confirmou ter reduzido as despesas de vendas e marketing, e uma porcentagem ainda menor planeja reduzir gastos em pesquisa e desenvolvimento.

Para Astiz, esta movimentação “parece indicar a crença de que o impacto no setor de tecnologia será mais em curto prazo e que as empresas planejam continuar a inestir estrategicamente em seus negócios”.

Opinião dos investidores
Ao ouvir os controladores de fundos de capital de risco, a conclusão da DLA Piper é que as visões são diametralmente diferentes. Para o pessoal de Venture Capital, o cenário é bem mais sombrio.

Quase a metade dos entrevistados desse setor, 47%, acredita que a crise atual vai gerar um impacto ainda maior na indústria de tecnologia do que o registrado após o estouro da bolha de 2000.

Para Astiz, os investidores de capital de risco estão vendo a crise com pior olhos por analisarem as perspectivas de IPOs, além de compras e fusões. “Estas operações têm maior tendência de serem atingidas negativamente no curto prazo, muito mais do que os resultados das empresas”, disse em comunicado para a imprensa.

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