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F-Secure reduz preços para tirar proveito da crise econômica

A empresa que tinha uma previsão de crescer 130% neste ano, já revê as metas e projeta alcançar até 200% de incremento nos negócios ao longo de 2008.

Por Tatiana Americano, da Channel World

21 de outubro de 2008 - 17h22
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Na contramão da maior parte dos fabricantes de TI - que teve de reajustar os preços dos produtos para acompanhar o aumento do dólar -, a F-Secure anuncia uma nova tabela de custos das licenças e que, além de manter os valores praticados em setembro, prevê descontos de até 50% para as soluções corporativas voltadas a empresas com até 249 usuários.

"Decidimos assumir as perdas geradas pelo aumento do dólar e transformar esse valor em investimentos para aumentar nossa presença no mercado brasileiro", informa Gabriel Menegatti, diretor técnico da F-Secure no País, a qual atua com soluções de segurança para o mercado doméstico e corporativo. Ainda de acordo com o executivo, a estratégia tem como principal intuito atrair empresas de pequeno e médio portes.

Quanto aos resultados já contabilizados com a iniciativa, Menegatti afirma que, nos últimos 30 dias, a empresa triplicou a média de volume de negócios mensais. "Pois os preços mais agressivos [em relação aos concorrentes] permitiram que entrássemos em projetos onde não éramos tão competitivos antes", justifica o diretor, que acrescenta: "Além disso, conquistamos clientes que antes não enxergavam nossa marca como uma alternativa".

Os próprios canais, segundo o executivo, foram fundamentais para o resultado obtido pela F-Secure, ao longo de outubro. "No mínimo, 20 novas revendas passaram a trabalhar conosco, desde setembro", enfatiza Menegatti, lembrando que, com isso, a companhia atingiu a meta de ter 350 parceiros em território nacional.

Animado com os resultados obtidos com a manutenção da tabela de preços, o diretor avisa que a fabricante estuda manter os descontos até o final de 2008. Ainda de acordo com o executivo, isso deve fazer a subsidiária brasileira rever as projeções de resultados para este ano, passando de uma projeção de 130% de crescimento para 200% de aumento nos negócios. "Olhamos a crise como uma oportunidade importante de nos destacar no mercado", conclui o executivo.

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