Negócios
Columbia Storage vê crise como oportunidade para aquisições
A integradora, que reduziu a meta de crescimento para 2008 de 10% para 6%, busca o fortalecimento da área de serviços, a qual deve responder por até 30% do faturamento da companhia.
Por Tatiana Americano, da Channel World
O cenário de instabilidade econômica, provocado pela crise financeira internacional, deve ser uma oportunidade para a integradora Columbia Storage - especializada em soluções para armazenamento - implementar seu plano de crescer no mercado, a partir de aquisições. "Os principais alvos são os canais que têm expertise em alguma área que pode complementar nossas ofertas e que estão fragilizados com a crise", informa Afonso Toré, sócio-diretor da companhia.
Ainda segundo Toré, antes mesmo da crise econômica, a integradora já encarava a aquisição como a melhor forma de atuar em novos nichos de mercado, como telefonia e aplicações para sistemas de gestão empresarial. "Temos uma série de áreas nas quais enxergamos oportunidades de negócio", pontua o sócio-diretor. Nesse sentido, ele lembra que a fragilidade econômica das revendas e dos integradores menores tende apenas a acelerar as negociações, que já começaram a ser desenhadas em 2007.
Outro alvo de aquisição da Columbia Storage, pontua o executivo, são empresas que atuem exclusivamente com prestação de serviços e que passam a ser uma área prioritária na estratégia da companhia para 2009.
"Decidimos remodelar as nossas ofertas de serviços, com o intuito de desvinculá-las da venda de produtos", informa Toré. Com isso, ele calcula que as receitas provenientes da área (de serviços profissionais) deve passar de aproximadamente 20% do faturamento atual da integradora para até 30% das receitas em 2009, quando o a companhia prevê um crescimento de 10% a 15% nos seus resultados.
Impacto da crise nos negócios
Apesar de encarar a crise como uma oportunidade de realizar aquisições e incrementar a oferta de serviços - na medida em que esses permitem ao cliente potencializar o atual parque de TI -, o sócio-diretor da Columbia Storage não descarta os impactos negativos da turbulência internacional.
Um dos principais efeitos da crise, segundo Toré, deve ser no faturamento previsto para 2008. "Nossa meta inicial era crescer 10% neste ano, mas acreditamos que ele deve ficar em aproximadamente 6%", relata o executivo, ao apontar que além da valorização do dólar, a receita da companhia tende a ser impactada pela própria mudança de comportamento dos clientes, os quais vão diminuir o ritmo de investimentos em TI.
"Outro problema são os clientes da área de governo. Pois tenho projetos bastante grandes e que foram cotados na época em que o dólar estava em R$ 1,58", destaca o sócio-diretor, que acrescenta: "Contudo, na hora em que eu for pagar para o fabricante, ele já vai ter reajustado os preços dos equipamentos".
Acompanhe os impactos da crise econômica para o canal de distribuição
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