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Sob novo controle, SND promete estratégia mais agressiva no País

O diretor da distribuidora informa que o fundo de investimentos pagou cerca de R$ 6 milhões para adquirir a marca e os ativos, bem como ampliar as operações da companhia, que prepara dois novos centros de distribuição

Por Tatiana Americano, da Channel World

30 de outubro de 2008 - 16h39
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Nada muda na operação da SND Brasil após a aquisição da empresa pelo fundo de investimentos suíço First Alliance and Capital Invest AG. "A equipe gerencial e os funcionários continuam os mesmos", garante Claudio Yamamoto, diretor comercial da distribuidora, que conta com 210 colaboradores. "A diferença é que, agora, vamos conseguir implementar metas mais audaciosas de crescimento no País", ressalta o executivo.

Ainda segundo Yamamoto, o plano de incremento das operações da distribuidora no Brasil passa pela ampliação do número de, em média, 9 mil canais que realizam negócios com a distribuidora. Para tanto, o diretor conta que, até o meio de 2009, a SND deve inaugurar dois novos centros de distribuição, que devem complementar o trabalho realizado hoje pelas unidades de Barueri (SP) e Porto Alegre (RS).

"Os centros de distribuição fazem parte de uma estratégia de buscar mais abrangência geográfica", justifica o executivo, que prefere não revelar as regiões estudadas para as novas operações. "Também queremos melhorar o processo de importação de produtos", acrescenta Yamamoto, citando que isso também passa por estabelecer operações em cidades nas quais a estrutura facilite esse tipo de operação.

Também como parte do plano de crescimento, a companhia deve ampliar seu portfólio de produtos, a partir de acordos nas áreas de informática, TI e telecom. "Queremos oferecer o conceito de one-stop-shop (ponto único de compras) para o canal", destaca o diretor.

Detalhes da venda

As negociações entre a matriz da SND, nos Estados Unidos, e o fundo First Alliance and Capital Invest AG tiveram início há cerca de 1,5 ano. Mas desde o princípio, as conversações estavam restritas à compra da subsidiária brasileira.

Yamamoto explica que o acordo definitivo prevê que o fundo passe a ter 100% de participação na SND Brasil, bem como adquire o direito de uso da marca e dos ativos da companhia no País. "E as negociações envolveram cerca de R$ 6 milhões para incoporar as operações e alguns investimentos necessário", informa o executivo, afirmando, no entanto, que o valor total do acordo entre a First Alliance e a SND nos Estados Unidos não pode ser divulgado.

Sobre os resultados projetados para a distribuidora no País, o diretor comercial informa que a companhia mantém a meta de fechar o ano com crescimento de 10% em relação a 2007, quando atingiu faturamento de R$ 350 milhões.

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