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Negócios
Software AG estuda possibilidade de tornar Brasil futuro centro de offshoring
Empresa, em seu primeiro ano atuando diretamente no Brasil, afirma que já entrou em contato com universidades no País.
Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD*
A Software AG esta analisando a possibilidade de tornar o
Brasil um pólo de offshoring, provendo serviços para outras nações.
“Esta é uma oportunidade que estamos considerando consistentemente agora, estamos em contato com algumas universidades para trazer estudantes diretamente das salas de aula”, informa Mike Edwards, COO da empresa para a região Oeste (que inclui, entre outros países, Brasil e Estados Unidos). “Esta é uma área na qual podemos desenvolver talentos diretamente com as universidades”, completa.
Depois de três décadas atuando no País exclusivamente por
meio de um distribuidor exclusivo (Consist), o Brasil parece ter entrado,
definitivamente, no radar da Software AG. A empresa fincou pé no mercado
brasileiro em janeiro deste ano, quando inaugurou seus escritórios locais, em Brasília e São Paulo.
A meta para o primeiro ano é vender 30 milhões de euros no País, valor que os executivos da companhia alemã não têm duvida de que será batido.
“Nossa meta para o próximo ano será maior, mas não posso fazer previsões”, pondera. A empresa espera crescer entre 4% e 10% no próximo ano e o Brasil deve seguir o mesmo ritmo.
Edwards estima que o potencial do mercado brasileiro seja de
100 milhões de dólares e acredita que em 2009 o País continuara a ser um dos
motores do crescimento da companhia. “O Brasil representa uma oportunidade única
para a Software AG. Entramos neste mercado com a mente muito aberta, mas realmente não sabíamos
o que podíamos esperar inicialmente”, diz.
O executivo conta que a empresa teve que aprender, aos
poucos, a cultura brasileira e a forma como se faz negócio no País. “No Brasil,
uma relação de negócios tem que ter um relacionamento e confiança, não se faz
apenas assinando papeis”, analisa, incluindo que, com o cancelamento do
contrato com a Consist, a Software AG teve que se apresentar aos clientes. “Inicialmente,
a reação dos clientes era perguntar: quem são esses caras e quais são os planos
deles”, recorda.
Atualmente, a companhia tem cerca de 30 contratos assinados
no Paí, um deles firmado no segundo trimestre, com o Banco do Brasil. A atuação
direta permitiu a Software AG orientar melhor os clientes sobre seus produtos,
bem como promover adaptações em suas soluções de acordo com solicitações dos usuários.
“Antes, o Banco do Brasil
não tinha qualquer influência sobre o roadmap do produto, agora é um
cliente-chave”, diz.
Por enquanto, a empresa alemã não pretende instalar no Brasil um centro de pesquisa e desenvolvimento, mas a expectativa da Software AG e dobrar o número de funcionários no País ainda este ano, chegando a 70 pessoas. Segundo Edwards, é difícil encontrar profissionais qualificados no mercado brasileiro porque a disputa por mão-de-obra é grande. “Provavelmente, este e o maior desafio que temos agora”.
* A jornalista viajou a Miami a convite da Software AG
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