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Crise vira pano de fundo para demissões na indústria de TI

A recessão econômica já levou empresas como AMD, Nokia e Nortel a dispensarem centenas de funcionários.

Por Pedro Marques, editor-assistente do IDG Now!

07 de novembro de 2008 - 12h30
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O último trimestre de 2008 tem sido particularmente desafiador para a indústria de tecnologia. Isso porque, com o agravamento da crise global e uma conseqüente escassez de crédito no mercado, muitas empresas estão revendo suas estratégias e tomando medidas para cortar custos - medidas que, quase sempre, resultam em demissões em massa.

A vítima mais recente das condições ruins do mercado foi a AMD. A empresa anunciou nesta quinta-feira (06/11) que vai demitir mais 500 empregados. É o segundo corte do ano. No primeiro, 1,6 mil funcionários foram demitidos.

Para Reinaldo Roveri, gerente de pesquisas de Enterprise Solutions da IDC Brasil, as demissões são "medidas cautelares". "Existem muitos fatores que confirmam a previsão de que a economia norte-americana, onde estão os grandes compradores do mundo, vai desacelerar e até mesmo estagnar", disse o consultor. Por isso, "é natural que essas empresas busquem medidas cautelares para obterem resultados positivos a curto médio prazo", afirmou o consultor.

É o caso da Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, que anunciou na terça-feira (04/11) a demissão de 600 funcionários e a reestruturação da unidade de pesquisa e desenvolvimento. De acordo com a empresa, as mudanças já estavam previstas. No total, a empresa tem aproximadamente 123 mil funcionários.

Na semana passada, a Electronic Arts divulgou seus resultados trimestrais e um prejuízo de 310 milhões de dólares no período. Por causa do desempenho considerado abaixo das expectativas, 540 funcionários serão dispensados.

A Symantec foi outra empresa a alegar dificuldades financeiras para justificar demissões em massa. Segundo seu Chief Finance Officer (CFO), James Beer, a companhia vai cortar 4,5% do seu budget destinado à força de trabalho. As eventuais demissões começarão a ser notificadas em novembro e vão atingir todos os países em que a empresa de segurança atua.

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