Negócios
Mesmo com crise, perspectivas são boas para TI em 2009
Tecnologias como virtualização, voz sobre IP e softwares de análise de risco devem ser protagonistas em 2009, fazendo com que o setor mantenha crescimento.
Por Pedro Marques, editor assistente do IDG Now!
Apesar da crise financeira mundial e das perspectivas pouco otimistas para a economia, consultores especializados em tecnologia defendem que o próximo ano não deve ser tão tenebroso para o setor como se esperava. A iminente recessão deve, sim, fazer com que os consumidores e empresas tirem o pé do acelerador e gastem com mais cautela em 2009, mas essa situação pode ser contornada pelas empresas com um planejamento estruturado.
"De maneira geral, um desaquecimento afeta todos os setores e o aumento do dólar pode prejudicar alguns mercados que têm insumos importados. Mas a IDC não prevê um mercado (de tecnologia) menor em 2009", disse Reinaldo Roveri, gerente de pesquisas de Enterprise Solutions da IDC Brasil.
Segundo Roveri, o que deve acontecer é uma desaceleração nos gastos, com muitos "projetos postergados para o próximo ano". Uma parada geral, no entanto, não está no horizonte. "As empresas não podem parar de funcionar. Muitos projetos que já estavam no meio são mais caros de serem cancelados do que finalizados", disse o consultor.
Ele destaca ainda que os últimos meses de 2008 não serão tão ruins como se pensava. "A grande expectativa envolve os meses de novembro e dezembro. Por um lado temos grandes forças inibidoras, como a variação da taxa de câmbio e o nível de conservadorismo das empresas", disse. "Do outro, temos a necessidade das empresas de gastar seus orçamentos. Como elas prevêem uma desaceleração, é provável que elas corram para comprar o máximo possível para usar em 2009."
Ordem é economizar
Nesse cenário, quem sai na frente são as empresas de serviços e de soluções voltadas a reduzir gastos. "Todas as tecnologias que contribuem para uma redução de custo, como sistemas de virtualização, voz sobre IP e softwares de análise de risco, saem na frente", disse o analista da IDC
A consultora de tecnologia Amyris Fernandes ecoa a opinião do colega. "O setor de prestação de serviços vai ter um grande valor e vai ser mais apreciado daqui para frente", disse ela. "De uma maneira geral, o setor de software, sofrerá uma redução. Hoje em dia, todo mundo tem tecnologia suficiente dentro de casa. O negócio agora é aproveitar melhor a base instalada", afirmou.
Serviços de cloud computing e web 2.0, como o Google Docs, também estão em alta. "Todo software gratuito de produtividade será atrativo", disse Roveri. Segundo ele, isso cria oportunidades. "Aquelas empresas que continuarem oferecendo serviços para os internautas tendem a ganhar dinheiro."
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