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Enviar spam pode não ser tão lucrativo como se imaginava
Segundo pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, spammers trabalham sob margens de lucro apertadas, o que os deixam economicamente suscetíveis a novas defesas.
Por IDG News Service/EUA
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De acordo com pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, spammers faturam cerca de US$ 3,5 milhões por ano com mensagens indesejadas. Apesar de parecer alto, este valor de faturamento gera uma lucratividade considerada baixa para tal atividade.
Para fazer o estudo, os pesquisadores se infiltraram em uma botnet (rede de computadores zumbis) chamada Storm, que usa vários computadores hackeados para enviar spams. Eles monitoraram quantas mensagens enviadas pelos spammers chegaram às caixas de entrada dos usuários e se tais mensagens os levavam a comprar o produto ou mesmo infectar seus computadores com algum malware.
Apesar de os filtros usados por servidores de e-mail como Yahoo, Google e Microsoft conseguirem bloquear uma grande quantidade de spams, essas mensagens continuam chegando a usuários que, às vezes, se revelam receptivos compradores.
Durante a pesquisa, 469 e-mails de spam diferentes foram enviados. Das 350 milhões de mensagens sobre produtos farmacêuticos como o Viagra, 10.522 usuários visitaram o site que havia no e-mail. Apenas 28 pessoas tentaram fazer uma compra.
"A baixa taxa de compra não significa uma baixa receita ou lucratividade", disseram os pesquisadores da Universidade da Califórnia, dos campi de Berkley e San Diego.
A média de preço do produto era US$ 100. Calculando quanto o spam farmacêutico envia todos os dias, a receita poderia atingir sete mil dólares por dia. Por ano, chegaria a US$ 3,5 milhões.
Entretanto, enviar spam é caro. Custaria US$ 25 mil para enviar 350 milhões de mensagens, que é demais para possivelmente gerar lucro de acordo com a taxa de vendas observada.
Os pesquisadores acreditam que sugerem um modelo de negócios no qual aqueles que controlam a rede botnet Storm também são os responsáveis por desenvolver os sites de venda dos remédios.
"Se for verdadeira, a hipótese é animadora. Sugere que o mercado de distribuição de spam não cresce o suficiente para produzir preços competitivos", disseram.
O resultado é que os spammers podem estar trabalhando sob margens de lucro bastante apertadas, e suas campanhas são "economicamente suscetíveis a novas defesas", concluiu o estudo.
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