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Lucro da Vivo no terceiro tri sobe 204,7% em relação ao mesmo período de 2007

Operadora registra lucro líquido de 129,8 milhões e reverte prejuízo de 59,5 milhões do segundo trimestre do ano.

Redação do COMPUTERWORLD

11 de novembro de 2008 - 11h09
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A Vivo teve lucro líquido de 129,8 milhões de reais no terceiro trimestre do ano, alta de 204,7% em relação ao mesmo período de 2007. Com esse resultado, a operadora conseguiu reverter o prejuízo de 59,5 milhões registrado no segundo trimestre de 2008 e atingiu, entre janeiro e setembro, saldo positivo de 326,5 milhões.

A receita líquida da empresa entre julho e setembro foi de 4,078 bilhões de reais, um aumento de 13,7% na comparação com o mesmo período de 2007 e de 7,6% em relação ao segundo trimestre deste ano.
A margem EBITDA da operadora foi de 32,3%, alcançando 1,316 bilhão de reais, o que equivale a um aumento de 6,0 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado e 9,1 pontos percentuais na comparação com o trimestre de abril a junho de 2008.

A Vivo encerrou o trimestre com 42 milhões de clientes, o equivalente a 30% do mercado nacional de telefonia móvel, e adições líquidas de 1.842 mil clientes - redução de 13,3% na comparação com o segundo trimestre de 2008, mas aumento de 60,3% em relação ao terceiro tri do ano passado.

Em conferência com analistas, Roberto Lima, presidente da Vivo, declarou que o foco da operadora é a liderança, mas ressaltou que "ser líder não é simplesmente ter o maior número de usuários, mas é dar o tom ao mercado".

"Liderança é o foco, mas não é vender chips de qualquer maneira para contabilizar número de usuários que nem sempre serão clientes. Chip é chip e cliente e cliente", afirmou o presidente da Vivo. "O que é importante para nós é manter um crescimento saudável, trazer clientes que possam ser estáveis e possam ter um life time mais estável conosco", completou.

Ao analisar a entrada das operadoras Oi e Aeiou no mercado de São Paulo, Lima disse respeitar os concorrentes e afirmou que a Vivo está atenta à movimentação das novas entrantes e que as duas empresas têm estratégias completamente diferentes.

Questionado sobre o impacto da operação da Oi nas operações diárias da Vivo, como recarga de créditos pré-pagos ou ligações de clientes para negociar benefícios, o executivo disse que em outubro a operadora bateu o recorde de recargas fora de dezembro. "Temos atividade no pré-pago extremamente ativa, respondendo bem aos nossos preços e qualidade de serviço", informou.

"Seria inocente achar que a Oi vai entrar em São Paulo e não vai ter sucesso. Eles vão ocupar parte do mercado e vamos fazer que eles ocupem uma parte que não nos interessa", declarou Lima.

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