
A central de whitepapers de tecnologia da COMPUTERWORLD
Negócios
Índice de convergência aumenta e retrata cenário de TI no País
Para a Brasscom, formação profissional em TI, tecnologia na educação e inclusão digital são pontos críticos no País.
Fábio Barros, editor executivo do Computerworld
A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) divulgou a quarta edição do Índice Brasil para Convergência Digital (IBCD), relativo à situação do mercado em 2007. Nesta edição, o índice geral foi de 5,85 pontos, contra 5,80 pontos registrados em 2006.
De acordo com o presidente da Brasscom, Antonio Gil, o estudo fornece um retrato do que foi o mercado brasileiro de Tecnologia da Informação em 2007. “Ele nos permite avaliar resultados, políticas e, sobretudo, o que precisa ser feito no futuro”, disse. E não é pouco. Gil comentou que, se alguém tinha dúvidas sobre a importância da TI no atual contexto global, a crise está aí para provar o contrário.
De todo modo, ele lembrou que os comparativos entre a atual e as edições anteriores do IBCD servirão como base para o estabelecimento de objetivos do setor para os próximos três anos. “O Brasil é um país competente, mas precisa se tornar também competitivo”, afirmou.
Especificamente sobre o estudo, embora o avanço do índice pareça inexpressivo, os resultados foram considerados bons pela entidade. Por exemplo, o acesso às conexões de banda larga móvel cresceu 124%. As conexões em banda larga fixa chegaram a 7,5 milhões, um crescimento de 30,5%. Ainda assim, o índice de penetração de banda larga ainda está abaixo de países como o Chile, e longe do registrado nos Estados Unidos e na Coréia, por exemplo.
Outro ponto coberto pelo índice foi a cobertura da telefonia móvel, que chega hoje a 60% dos municípios brasileiros, atendendo a 91% da população, o que coloca o Brasil como o quinto maior mercado de telefonia móvel do mundo. Por outro lado, 40% dos celulares em funcionamento no país tem capacidade de navegar na internet, mas apenas 5% dos usuários contratam o serviço. “O problema aqui é a alta carga de impostos. Dos R$ 65 bilhões de receita de telecomunicações gerada em 2007, mais de R$ 20 bilhões foram pagos em impostos”, compara Nelson Worstman, um dos coordenadores do estudo.
A pesquisa apresenta outros dados, como o crescimento de 40% do e-commerce (9,5 milhões de usuários), do uso de e-banking (9,2%, com quase 30 milhões de usuários) e das compras do governo eletrônico, que cresceram 78,9% somente entre junho e julho do ano passado.
Por outro lado, o estudo aponta áreas deficientes, especialmente em iniciativas de inclusão digital, formação de mão-de-obra para TI e uso de tecnologia na educação. No primeiro caso o IBCD registrou apenas 22,2% dos domicílios brasileiros com acesso à internet e, no caso da educação, apenas 20% das escolas de ensino fundamental com acesso.
Quando se fala em formação profissional, a situação é mais crítica. Segundo o índice, o número de vagas em cursos relacionados à TI vem crescendo, mas o volume de matrículas e formandos não cresce na mesma proporção. No ano passado, por exemplo, o país contou com 322 mil vagas nos cursos de Ciência da Computação, Processamento da Informação e Automação. Destas, apenas 96,5 mil foram ocupadas por alunos matriculados e, destes, somente 35,4 mil chegaram ao mercado de trabalho.
A projeção do IBCD é que, em 2011, o Brasil forme cerca de 53 mil alunos nestes três cursos. Ao mesmo tempo, a previsão é que, até 2010, o país precisará de 520 mil profissionais de TI. “Sem educação, a indústria assume o papel de formação que seria do governo, mas isso só acontece com o mercado em crescimento”, disse Carlos Gil, lembrando que o setor público tem que assumir a função de formar profissionais.
Cloud computing é difícil?
O ITBOARD materializa a nova plataforma de conversas do Século XXI. Concentra o diálogo sobre tecnologia e inovação movido a tweets de quem está imerso nesses assuntos. ENTRE NA CONVERSA




