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CA World 2008: Brasil ocupa posição privilegiada na América Latina

Em encontro com jornalistas latino-americanos, John Swainson, CEO da CA, diz que o País está melhor posicionado que seus pares para enfrentar a crise.

Fabio Barros, do COMPUTERWORLD*

18 de novembro de 2008 - 07h25
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John Swainson, CEO da CA, reuniu-se na manhã desta segunda-feira com um grupo de jornalistas latino-americanos. O foco da discussão: a crise global e como ela deve afetar os negócios da companhia na região. Na avaliação do executivo, o mercado brasileiro é o que deve se sair melhor ao final da turbulência.

Ao comentar o quadro econômico dos principais países da região, Swainson disse que a crise deve afetá-las de formas diferentes, dependendo da situação e políticas econômicas de cada uma delas. Sobre o Brasil, o executivo afirmou que o país tem reservas e uma política estável há quase uma década, o que reduziu sua dependência do mercado norte-americano.

“A Argentina, por outro lado, nos preocupa, porque sua situação é frágil e o país deve se tornar um território do FMI, assim como a Colômbia e o Chile”, disse. Sobre o México, apesar de reconhecer que o país conta com uma economia forte, Swainson afirmou que ele deve sofrer mais efeitos por sua extrema dependência do mercado norte-americano.

“De todo modo a região continuará crescendo, não como antes, mas continuará e deve se manter no patamar de 4% a 5% de nossos negócios globais”, afirmou. Especificamente sobre o potencial de negócios do mercado brasileiro, o executivo citou o processo de consolidação do setor financeiro como exemplo, lembrando que fusões como as do Itaú com o Unibanco, ou do Banco do Brasil com a Nossa Caixa, são oportunidades.

“Os quatro bancos são nossos clientes, e os processos de fusão certamente exigirão novos esforços de gerenciamento”, disse. A afirmação vai em linha com o que o executivo hava afirmado durante a cerimônia de abertura do CA World, posição que ele reafirmou em relação ao mercado latino-americano.

“Não posso pensar, neste momento, em nenhuma estratégia de negócio que não envolva TI. As empresas precisam controlar custos e aumentar eficiência, e não há como fazer isso sem tecnologia. E se o uso de TI vai aumentar, certamente aumenta a necessidade de gerenciamento. O que propomos é fazer isso funcionar”, resumiu.

*Fabio Barros viajou para Las Vegas a convite da CA.

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