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Mesmo com crise, Intel vê Brasil como 3º maior mercado de PCs em 2009

De acordo com Oscar Clarke, diretor geral da subsidiária brasileira, dólar instável e resultados da crise não devem impedir o crescimento do mercado nacional de PCs.

Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

18 de novembro de 2008 - 15h31
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Apesar dos reflexos da crise financeira no Brasil e da instabilidade do dólar, a Intel acredita que o Brasil vai se tornar o terceiro maior mercado de PCs do mundo em 2009, superando o Japão.

“O Japão está oficialmente em recessão por dois trimestres. Mesmo com o dólar instável, o Brasil está em posição para ser o terceiro maior mercado de PCs do mundo já em 2009”, disse Oscar Clarke, diretor geral da Intel.

Atualmente, o Brasil é o quarto maior mercado do mundo, atrás do Japão, da China e dos Estados Unidos. Em 2007, segundo a IDC, foram vendidos 269 milhões de computadores. No Brasil, diz o instituto, foram vendidos 10,7 milhões de computadores no ano, enquanto no Japão foram vendidos 13,9 milhões de PCs.

Clarke ressaltou que, mesmo com as conseqüências da crise ainda não estarem completamente claras, a Intel está preparada para tempos difíceis por ter realizado uma grande reestruturação dois anos atrás, que culminou com a demissão de 10 mil funcionários, preparou a empresa “para tempos difíceis como estamos vivendo hoje”.

Brasil pode ter desabastecimento de PCs nas festas
Oscar Clarke garantiu que as redes varejistas não sentiram queda na demanda por computadores, mas os fabricantes de PCs reduziram o ritmo de compras por conta da instabilidade do dólar.

“Sabemos que há procura no varejo, mas estamos vendo uma retração nas compras de componentes pelos fabricantes de PC. Se os varejistas e os fabricantes não chegarem a um acordo, isso pode culminar em um desabastecimento para o período de festas”, disse o executivo.

Clarke garantiu que o quarto trimestre é tradicionalmente forte em importação de componentes para computador por conta das festas de final de ano, mas, ainda assim, caiu a demanda por processadores. “O nosso crescimento no último trimestre vai ser menor do que o que registramos no primeiro e segundo”, disse o executivo, sem revelar números.

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