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Negócios
Em 1 ano, vendas de produtos de informática, comunicação e escritório sobem 35,4%
Pesquisa do IBGE mostra que, na comparação entre outubro de 2008 e mesmo mês de 2007, volume de vendas no varejo do segmento aumentou 44,1%.
Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD
As vendas no varejo de produtos do segmento "Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação" registraram taxas acumuladas de, respectivamente, 34,8% e 35,4%, no ano e nos últimos 12 meses. As informações são da pesquisa mensal de comércio, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta terça-feira (16/12).
O segmento inclui telefones móveis, computadores e produtos de uso de escritórios em geral. Segundo o IBGE, não é possível separar a taxa de crescimento de equipamentos de informática e telefonia móvel dos outros produtos da categoria. O estudo considera exclusivamente as vendas do varejo.
Na comparação entre outubro de 2007 e outubro de 2008, o segmento que inclui produtos de informática teve o maior crescimento no volume de vendas do varejo brasileiro, 44,1%. "Quando olho na relação com o ano anterior, estou na visão de longo prazo. Tenho influência de fatores como crescimento de renda, massa salarial, emprego, além de crédito farto registrados de outubro do ano passado para cá", comenta Reinaldo Pereira, gerente da pesquisa.
De acordo com o pesquisador, o crescimento do segmento na comparação entre outubro de 2008 e o mesmo mês de 2007 também sofreu influência do câmbio, que registrou queda até setembro deste ano - antes da crise financeira.
Além disso, na análise de Pereira, computadores e celulares ganharam importância na vida dos consumidores. "O celular está quase incorporado à vestimenta dos indivíduos. Se você esquece o celular é como se estivesse sem camisa. O mesmo acontece com a informática, todo mundo tem que ter computador. Esses produtos entraram no dia a dia dos indivíduos e com a facilidade de crédito, o aumento de renda e a estabilidade de emprego, as pessoas consumiram muito esse tipo de produto", afirma.
O segmento também foi um dos três únicos que tiveram crescimento no volume de vendas em outubro deste ano, em relação ao mês anterior, com taxa de 1,4%. No entanto, o pesquisador ressalta que na comparação entre setembro e agosto, o avanço foi menor, já que a variação desses dois meses foi de 7,9%. "É um número positivo, mas quando a gente olha a série, a gente vê que o crescimento foi menor", pondera.
O segmento de "Móveis e Eletrodomésticos", cujo volume de vendas subiu 15,8% entre outubro deste ano e o mesmo mês de 2007, caiu 0,9% na comparação entre outubro e setembro deste ano. "Os eletrodomésticos dependem mais de crédito e como a crise chegou ao Brasil basicamente neste mês, os próprios consumidores podem ter retraído as compras", destaca o pesquisador, ao comentar a retração sentida de setembro para outubro. "É especulação, mas pode ser influência da crise financeira", completa.
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