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IDC: mercado brasileiro de PCs fecha 2008 com crescimento de 12,7%

Mesmo com a crise, usuários domésticos respondem por 60% das aquisições e mantêm desktops como os mais vendidos.

Por Redação do COMPUTERWORLD

16 de dezembro de 2008 - 11h20
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Apesar do impacto da crise mundial, o mercado brasileiro de PCs vai crescer aproximadamente 12,7% em 2008 e deve manter, em 2009, o volume de unidades comercializadas muito próximo do que será registrado neste ano, ou seja, aproximadamente 12 milhões. A previsão é da IDC que acaba de revisar os números relativos a 2008 no estudo Brazil Quartely PC Tracker, após ouvir usuários domésticos e corporativos e constatar uma desaceleração no varejo.

Com isso, a consultoria acredita que o crescimento em 2008 será de 12,7% e não 18% como foi previsto inicialmente. Em comunicado enviado à imprensa, Luciano Crippa, analista de PCs e impressoras da IDC, afirma que até setembro deste ano, as vendas de PCs no Brasil totalizaram 9,2 milhões de unidades entre notebooks e desktops, registrando crescimento de 12%. De acordo com o analista, vários fatores contribuíram para esse resultado: o preço acessível dos produtos, o alto índice de confiança do consumidor, o dólar muito baixo e o nível de desemprego reduzido.

Crippa destaca que o terceiro trimestre foi o melhor do ano: foram vendidas 3,3 milhões de unidades, o que representa um crescimento de 6% em relação ao trimestre anterior e 25% se comparado ao mesmo período de 2007. Já, o segundo trimestre de 2008 registrou vendas de 3,1 milhões de unidades, um crescimento de 9,9% em relação ao trimestre passado e 25,2% se comparado ao mesmo período do ano anterior. No primeiro trimestre de 2008, foram vendidos 2,8 milhões de equipamentos no mercado brasileiro.

O ano de 2009 não registrará crescimento nas vendas, mas os resultados serão tão bons quanto os de 2008. Crippa acredita que o desktop continuará responsável pela maior parte das vendas e a taxa de crescimento dos notebooks será menor do que o previsto. O efeito mais forte da crise concentra-se no primeiro semestre, mas a partir do segundo semestre espera-se que a economia volte a reagir.

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