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Negócios

Microsoft abrirá mais dois laboratórios de interoperabilidade no Brasil

Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de Sergipe (UFSE) devem abrigar novas iniciativas, totalizando seis laboratórios no País.

Fábio Barros, do COMPUTERWORLD

16 de dezembro de 2008 - 07h00
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A Microsoft Brasil colocará em funcionamento mais dois laboratórios de interoperabilidade em 2009.  A informação foi confirmada na última semana por Roberto Prado, gerente de estratégias da Microsoft Brasil, que revelou que a companhia está em negociações adiantadas com a Universidade de São Paulo (USP) e com a Universidade Federal de Sergipe (UFSE).

Os dois novos laboratórios vão se unir aos quatro já existentes no País, ampliando os projetos e pesquisas voltados à integração da plataforma Windows às plataformas de código aberto. Atualmente, realizam pesquisas na área os laboratórios instalados na Unicamp (Campinas/SP), Unesp (Bauru/SP), UFRGS (Porto Alegre/RS) e UFPA (Belém/PA).

“Atualmente temos cerca de 20 estudantes e uma dezena de professores envolvidos no desenvolvimento de soluções de interoperabilidade”, afirma Prado. Algumas das soluções desenvolvidas nos laboratórios já podem ser vistas em operação no mercado. Um exemplo é o do Tribunal de Contas de Santa Catarina, que utilizou uma solução desenvolvida pela Unesp para possibilitar a assinatura digital de vários documentos ao mesmo tempo. Segundo Prado, a solução – desenvolvida em código aberto – supriu uma necessidade não coberta pelo Office, que permite a assinatura digital documento a documento.

“A Petrobras é outra empresa que está analisando o uso de um roteador de tarefas Win/Linux, também desenvolvido em um de nossos laboratórios”, explica o executivo. Para Prado, a entrada de duas novas universidades para o ambiente de pesquisa deve ampliar o leque de soluções a serem oferecidas ao mercado. “É uma necessidade. Hoje os parques instalados nas empresas são heterogêneos. Segundo a FGV, 18% dos servidores do mercado corporativo são Linux, que cresceu muito sobre os sistemas Unix. É importante garantir que todas as plataformas se integrem”, diz.

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