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Expectativas de acionistas barraram a compra da Positivo, dizem analistas

Perspectivas de crescimento da empresa brasileira levam acionistas a não terem pressa em negociar. Do lado chinês, por conta da crise, fica difícil justificar o investimento.

Rodrigo Afonso e Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD

18 de dezembro de 2008 - 12h32
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A incompatibilidade entre os valores discutidos e as expectativas dos acionistas da chinesa Lenovo e da Positivo Informática explica a falta de acordo entre as duas empresas para a venda da companhia brasileira.

Segundo Allan Cardoso, analista da Ágora Investimentos, a oferta de 18 reais por ação é interessante e mostra que a Positivo informática está bastante valorizada em seu mercado. “Considerando um cenário muito bom, já se projetava que a companhia valeria algo entre 15 e 20 reais por ação”, afirma.

Apesar disso, o negócio não foi concretizado pela alta expectativa que os acionistas majoritários depositam na própria empresa. “Para os acionistas minoritários, a venda até seria interessante, mas os majoritários estão na empresa desde o início, já viram o papel bater quase nos 50 reais e não têm pressa de vender a empresa. Como a própria Positivo anunciou, no cenário econômico atual é difícil chegar a um valor que contente as duas partes”, diz Cardoso.

Para Thomas Eggers, diretor para o Brasil da Corum Group, consultoria especializada em fusões e aquisições no setor de TI, neste momento de crise financeira, é difícil para a Lenovo justificar aos seus acionistas a compra da Positivo, principalmente pagando um valor por ação bem acima do preço atual dos papéis.

No caso dos acionistas da empresa brasileira, Eggers ressalta que existe uma boa perspectiva de crescimento da empresa. Por esse motivo, vender a Positivo quando as ações estão em um patamar tão baixo quanto o atual não é uma opção muito atrativa.

As ações da Positivo na Bolsa de Valores de São Paulo registravam queda de 9,45%, valendo 7,37 reais, no início da tarde desta quinta-feira (18/12).

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