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Foco dos clientes no Brasil leva GXS a investir na compra da Interchange

Segundo vice-presidente da empresa, clientes globais manifestaram desejo de aumentar a presença no País, levando a companhia a seguir a tendência.

Por Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD

08 de janeiro de 2009 - 15h53
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Com a compra da brasileira Interchange, a GXS, empresa americana especializada em soluções de comércio eletrônico e transações eletrônicas, espera crescer dentro de sua própria base de clientes globais.

Segundo Steven Scala, vice-presidente da companhia, a decisão de investir no Brasil veio após diversos clientes globais afirmarem que pretendiam aumentar a presença no País. Dessa forma, a GXS decidiu seguir o caminho mais rápido para crescer na região: comprar uma empresa local.

A GXS, de acordo com Scala, possui cerca de 1,3 mil clientes em 15 países. A companhia já possuía atuação no Brasil antes da compra e, para atingir seus objetivos, planeja trazer para o País serviços que só eram oferecidos na Europa e nos Estados Unidos, especialmente na área de Business Process Outsourcing (BPO).

“Vamos acelerar o processo de trazer novos serviços, pois alguns clientes já manifestaram interesse. Primeiramente, a ideia é reformular o departamento de marketing para dar suporte às novas ofertas”, afirmou Scala, que ainda não definiu se vai trabalhar com a mesma estrutura de pessoal, ou se vai precisar de profissionais de fora para oferecer os novos produtos.

As empresas anunciaram o negócio ontem (07/01), sem divulgar as informações financeiras do acordo. Scala está no Brasil para coordenar a integração, mas não será o responsável pela operação brasileira. Segundo o executivo, a Interchange ficará como uma unidade de negócios da GXS e seus executivos vão passar a responder à diretoria local da empresa, que ainda não foi definida.

Entre as verticais de atuação, Scala afirma que o segmento de varejo é o principal, respondendo por 40% dos negócios, mas o setor que mais cresce é o financeiro. Antes de ser adquirida, a Interchange pertencia aos bancos Real, Citi, Itaú e Unibanco e à EDS.

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