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Microsoft: PMEs não estão imunes à crise, mas investimentos devem continuar

São Paulo - Empresa continua a apostar no segmento de ERP e afirma que cresceu 4 vezes mais do que o mercado em 2008.

Por Rodrigo Caetano, repórter do COMPUTERWORLD

09 de fevereiro de 2009 - 14h44
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A crise financeira não muda os planos da Microsoft para o mercado de ERP, principalmente no que diz respeito às médias e pequenas empresas. Assim como as outras grandes empresas de aplicativos, Oracle e SAP, a desenvolvedora do Windows e do Office aposta na facilidade de implementação e no baixo custo das soluções para crescer neste mercado.

Praticamente monopolista nos mercados de sistemas operacionais para usuários finais e ferramentas de produtividade, a empresa ainda não deslanchou no segmento de sistemas de gestão (ERP). De acordo com pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Microsoft divide com diversas empresas menos de 20% deste mercado, liderado pela Totvs, seguida de SAP e Oracle.

Entretanto, segundo Maurício Prado, gerente geral da divisão de Business Solutions da Microsoft, a empresa fez avanços significativos no ano passado. “Nossa taxa de crescimento foi quatro vezes maior do que a do mercado”, afirmou o executivo.

A receita da companhia para conquistar clientes não difere muito de suas concorrentes: facilidade de implementação, sistemas pouco customizáveis e de baixo custo. Por outro lado, a Microsoft pode se beneficiar do fato de ter 97% do mercado de sistemas operacionais no cliente e 92% do segmento de ferramentas de produtividade, segundo a pesquisa da FGV.

De acordo com Prado, não é possível afirmar que o segmento de médias e pequenas está imune à crise financeira. “Muda toda a perspectiva de mercado”, diz. Mas, apesar das dificuldades, “as empresas não podem parar de investir”, explica o executivo.

Além disso, também surgem novas oportunidades. Segundo o gerente, também entre as grandes empresas a Microsoft está conseguindo crescer, mordendo um pedaço deste mercado amplamente dominado pela SAP, principalmente, e pela Oracle.

Outro obstáculo que precisa ser superado na luta pelas médias e pequenas é a escassez de crédito. Nesse sentido, a empresa, que mantém parceira com a financeira Finasa, pertencente ao Bradesco, está preparando novidades a serem anunciadas em breve.

Em relação aos parceiros e revendas, segundo Prado, os planos são de ampliar a capilaridade nos próximos seis meses, com destaque para as regiões Norte e Nordeste e para o interior de São Paulo.

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