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Gartner: crise estimula venda de soluções de BI e CPM

São Paulo – Para Donald Feinberg, analista emérito do Gartner, contexto leva empresas brasileiras a reconhecerem necessidade de gerenciarem melhor seus negócios.

Por Fábio Barros, editor-executivo do COMPUTERWORLD

14 de abril de 2009 - 07h21
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O Gartner abre nesta terça-feira (14/04) sua VII Conferência de Integração Empresarial, que acontece entre hoje e amanhã em São Paulo. No centro das discussões estarão as tecnologias de integração corporativa que devem se destacar ao longo deste ano, com destaque para Business Intelligence e CPM (Corporate Performance Management).

“Pela primeira vez as empresas estão reconhecendo a necessidade de usar o BI para gerenciar seus negócios”, afirma Donald Feinberg, analista emérito do Gartner. O analista lembra que a tecnologia vem frequentando as listas de prioridades de executivos de tecnologia da informação desde 2003, mas afirma que somente agora as empresas estão se deparando, de fato, com a necessidade.

Para Feinberg, o atual contexto econômico tem levado as empresas a perceberem que este é o tipo de investimento que pode lhes dar vantagens competitivas. “Empresas como as Casas Bahia hoje conseguem gerenciar melhor seu portfólio, e tornam-se mais rentáveis por isso”, afirma. Por conta desta percepção, muitas companhias começam a mover investimentos para BI, e eles estão deixando projetos de ERP e de infraestrutura de telecomunicações, por exemplo.

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O analista afirma que a crise deve estimular o mercado não apenas de BI, mas também de CPM (Corporate Performance Management) e data warehouse (DW). Ele lembra que o Brasil, assim como a América Latina, está atrasado em relação à adoção de DW. “Isso representa uma grande oportunidade para empresas como IBM, Oracle e Informatica, que estão vendo crescer as vendas de seus produtos”, diz.

Mas as oportunidades não estão em todas as áreas de software corporativo e Feinberg aponta dificuldades para fornecedores de ERP. “Ninguém mais quer implementar um novo ERP”, compara. Ainda assim, o mercado brasileiro de software corporativo deve se sair melhor que o resto do mundo nos próximos dois anos. “No Brasil haverá crescimento, isso porque a economia aqui tem reagido melhor do que as outras”, analisa.

Na prática, a expectativa do Gartner é que o mercado brasileiro de software cresça cerca de 10% nos próximos quatro anos, com variações: as soluções de BI devem avançar 12%; DBMS, um pouco mais de 10%; e ERP, 5%. “Temos ouvido mais sobre BI e DBMS do que jamais ouvimos. Isso é fato”, conclui.

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