Negócios
Aquisição da Sun coloca a Oracle no centro do mercado de hardware
São Francisco (EUA) – Negócio de US$ 7,4 bilhões, também coloca a Oracle no segmento de sistemas operacionais e amplia sua participação no suporte à Java.
Por IDG News Service, EUA
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A compra da Sun pela Oracle por 7,4 bilhões de dólares coloca a primeira no centro do mercado de hardware e faz desaparecer a última gigante do Silicon Valley. A Oracle vai pagar 9,50 dólares por ação em dinheiro para a Sun, o que representa 5,6 bilhões, de acordo com a própria compradora. O movimento complementa o ciclo de compras feito pela empresa nos últimos anos, que incluiu empresas como Siebel, PeopleSoft e BEA Systems.
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Mesmo com a existência de rumores de que a Oracle poderia comprar a a Sun, o negócio parecia pouco provável, uma vez que a companhia nunca teve atuação nas áreas de hardware ou de desenvolvimento de sistemas operacionais, mercado em que a Sun concentra boa parte de seus ativos. Por outro lado, o sistema Solaris vem sendo uma plataforma muito utilizada pelos bancos de dados da Oracle.
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As duas companhias também têm áreas de interesse comum no suporte aos softwares Java, uma das únicas em que há sobre posição de produtos entre as duas empresas. A Sun tem um servidor de aplicativos Java, chamado Glassfish, que a Oracle gostaria de ter em seu portfólio. Sobre o outro software comercial da Sun – o Java Enterprise System (JES) – as intenções da Oracle são desconhecidas.
A Oracle já havia criado sobreposição nesta área com a compra da BEA, mas como o WebLogic tinha uma base instalada significativa, a companhia manteve o produto vivo. A base instalada do JES é pequena, o que pode levar a Oracle a descontinuar o produto.
Em comunicado enviado à imprensa, a Oracle disse que a compra da Sun deve trazer mais vendas em seu primeiro ano do que o planejado com as aquisições da BEA, PeopleSoft e Siebel juntas. A previsão é que a Sun contribua com 1,5 bilhão de dólares ao lucro operacional da Oracle nos primeiros doze meses, número que pode chegar a 2 bilhões de dólares no segundo ano.
Para a Sun, o acordo coloca fim aos esforços de seu CEO, Jonathan Schwartz, de recuperar a companhia. As vendas da fabricante estão em queda desde o estouro da bolha pontocom, quando os clientes abriram mão de seus sistemas Unix em favor dos sistemas x86.
Os esforços para atrair novos clientes com software open source e a entrada da companhia no mercado x86, não foram iniciativas tomadas rápido o bastante para gerar os resultados necessários.
Com a Sun a bordo, a Oracle agora precisa definir como navegar nos negócios de hardware e de sistemas operacionais. Além de dar suporte ao Solaris por muitos anos, a Oracle terá também que dar suporte aos aplicativos Linux da Sun. Mesmo que os equipamentos da Sun não tenham o mesmo share de seu antigo pretendente – a IBM – o negócio dá a Oracle um modelo de negócios que vai lhe permitir incomodar a Big Blue, como esta já vem fazendo no mercado de banco de dados.
Olho do Furacão (1/3)
Estar no centro é diferente de "ser" o centro, como nalgumas áreas.
Algumas companhias compartilham o maior volume do mercado, agora a Oracle está entre elas. E com menos tempo de estrada.
O mercado, consiste de poucas dominando quase todo espaço, rodeadas por diversas menores.
A IBM tem histórico longo e estratégias de longo alcance. A Oracle, é mais nova, mas muito forte nos seus produtos e um sucesso comercial.
A IBM, é parte grande da história e do conhecimento que temos em computação. Conhece e sabe como se manter mais tempo na zona de calmaria (o olho do furacão).
Para a Sun, olhando pelo lado econômico, acho que será uma boa coisa, pois ótimos produtos serão administrados sob uma ótica empresarial bem diferente (e mais agressiva).
Para os colaboradores da companhia, certamente ocorrerão mudanças, pela diferença de estilo de administração, e inevitável remanejo que virá.
Já comentado, a Oracle passa a ter uma boa plataforma da hardware e software que alicerçam seu produto chave: banco de dados (colocando de forma simplificada).
(continua)
Gilberto - 20 Abr 2009, 14h41
Olho do Furacão (2/3)
(continuação)
Alguns Resultados:
Java: Investimento pesado para consolidar mais ainda esta linguagem, e quem sabe, harmonizar e integrar melhor a quantidade imensa de frameworks, IDEs, etc que existem, algo a beira da confusão tecnológica (por puro desperdício de trabalho repetido a cada vez que mais um reinventa a mesma roda), IMHO!
Poucos anos mais para MySql como produto importante da Sun. Mas grupos de adeptos de software livre continuarão cuidando dele, não se joguem pela janela (ainda não).
Banco de dados Oracle: fortalecimento nos grandes clientes corporativos, substituição gradual das plataformas existentes, e entrada de (grandes) soluções dedicadas (leia-se: proprietárias) da Oracle, servidores especializados, e possívelmente, novas soluções pela integração (ou absorção) de serviços de processamento voltados a negócios dentro de uma única solução de hardware+software+serviço. Algo como um "pacotão", versátil, como você quiser, desde que seja vermelho.
(continua)
Gilberto - 20 Abr 2009, 14h40
Olho do Furacão (3/3)
(continuação)
Futuro? Não vejo disputa entre IBM e Oracle. A IBM ganharia pela bagagem, caso tivesse adquirido a Sun. A IBM tem hardware, praticamente toda gama de softwares, linguagens etc, aliás, eles criaram boa parte de tudo né? (risos) E ainda, alguns dos melhores laboratórios e melhores pesquisadores do mundo.
A Oracle, comprou pronto o que lhe falta. Vai ter que juntar agora a parte técnica e habilidade financeira, com algo importante: a invenção e visão do futuro.
Não se fica no centro só por dinheiro, tem que ter um porque.
Gilberto Strapazon
Gilberto - 20 Abr 2009, 14h40
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