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Negócios

NFe do Brasil aposta na oferta de inteligência fiscal como serviço

São Paulo – Companhia quer ampliar oferta de terceirização de sistemas para nota fiscal eletrônica e Sped contábil e fiscal.

Fábio Barros, editor-executivo do COMPUTERWORLD

24 de abril de 2009 - 09h20
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A NFe do Brasil, empresa do grupo TBA criada em 2008 para desenvolver e implementar soluções de nota fiscal eletrônica, está mudando seu modelo de comercialização. A aposta da companhia é que o modelo de software como serviço seja dominante na oferta de soluções fiscais.

Para Marco Zanini, diretor da NFe, o modelo tributário brasileiro está mudando. “A entrada em operação do Sped vai mudar tudo e vai levar o conceito de alta disponibilidade para setores com indústria e varejo, que hoje não têm esta preocupação”, afirma. Para o executivo, iniciativas como a nota fiscal eletrônica e o Sped devem levar estes setores a outro patamar no uso da tecnologia da informação.

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“Mas isso só deve ocorrer com as grandes empresas. Para as pequenas e médias, estes sistemas vão exigir estruturas que estas companhias não têm condições de implementar e manter”, diz. Por conta disso, a NFe deve voltar seu foco para a oferta dos dois sistemas no modelo de serviços. “Nós apostamos no modelo transavional para a nota fiscal eletrônica e, com o Sped, vamos para o mesmo lado”, afirma Zanini.

Na prática, a NFe deve adotar cada vez mais o modelo de oferta de sistemas onde os clientes pagam sob demanda. No caso da emissão de notas fiscais eletrônicas, por exemplo, a oferta da NFe garante cobrança de, no máximo, 1 real por nota emitida. “Ainda temos o modelo de licenciamento, mas isso deve mudar”, afirma.

Hoje, 70% da receita da NFe vêm de licenciamento de software, percentual que deve cair para 50% até 2010 e 20% até o final de 2012. Além disso, a companhia acredita que entrade em operação do Sped, prevista para setembro, deve ampliar o número de clientes. Hoje são 110, e a meta é chegar a 3 mil até o final deste ano e 30 mil, em cinco anos.

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