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Santa Catarina quer criar novos pólos tecnológicos

Florianópolis - Cidades como Lages, Jaraguá do Sul, Criciúma, Chapecó e Rio do Sul participam de iniciativa da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia.

Por Fabiana Monte, editora-assistente do COMPUTERWORLD

28 de abril de 2009 - 16h43
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Em cinco anos, Santa Catarina deverá ter novos pólos tecnológicos. Pelo menos essa é a expectativa de Rui Luiz Gonçalves, presidente da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate). Segundo ele, as cidades de Lages, Jaraguá do Sul, Criciúma, Chapecó e Rio do Sul estão participando de uma iniciativa da associação cujo objetivo é estabelecer novas áreas tecnológicas no Estado.

"Nessas cidades, o poder público municipal já demonstrou interesse. Além disso, nelas existem incubadoras e universidade fortes. Isso precisa ser gerenciado", observa o executivo.

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Para Gonçalves, a participação da Acate é importante para orientar esses municípios usando como base a experiência do pólo tecnológico de Florianópolis, criado há cerca de 20 anos e que, nas palavras do representante da associação, "só agora começa a ser reconhecido pelo governo".

De acordo com o executivo, em 2008 Florianópolis respondeu por 75% do total obtido por Santa Catarina junto ao programa de subvenção da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). A cidade obteve 20 milhões de reais, do total de 30 milhões de reais da verba de subvenção, informa Gonçalves.

No caso de Lages, a prefeitura pretende construir um parque tecnológico na cidade, batizado de Orion. Além disso, a cidade, que conta atualmente com 20 empresas de tecnologia da informação, deverá ter uma lei municipal de incentivo à inovação tecnológica.

"Em Criciúma existem cerca de 200 empresas de tecnologia, em Jaraguá do Sul, umas 50 - tem empresa produzindo robôs utilizados para automatizar processos de solda em indústria de ônibus que resultou em uma queda de tempo do processos de 55 minutos para 5 minutos", relata Gonçalves.

O objetivo da Acate é reunir as atividades das incubadoras, universidades e empresas no sentido de criar um ambiente propício ao surgimento de um pólo tecnológico. Além disso, a associação pretende orientar empresários e incubadoras para estabelecer projetos que consigam captar recursos financeiros.

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