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Com aquisições, Totvs se posiciona como operador administrativo

São Paulo - Laércio Cosentino, presidente da empresa, explica como a Totvs quer assumir todos os processos de gestão dos clientes.

Por Rodrigo Caetano, repórter do Computerworld

08 de maio de 2009 - 15h38
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Não é somente a Oracle que pretende ser encarada como um fornecedor completo. A Totvs, maior empresa brasileira de software empresarial, segundo Laércio Cosentino, presidente da companhia, está preparada para não só fornecer os sistemas, mas também assumir todos os processos de gestão dos clientes.

A companhia, de acordo com o executivo, se transformou em um operador administrativo. A ideia é que os clientes façam um outsourcing total de suas operações. Para isso, a Totvs vem se preparando desde 2003, explicou Cosentino, investindo em infraestrutura, aquisições e no desenvolvimento de serviços.

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“Não se trata de uma mudança de posicionamento, é uma evolução da oferta de produtos e serviços”, afirma Cosentino. O objetivo, destacou o presidente, é fazer com que o cliente tenha tranqüilidade para cuidar somente do negócio.

Para explicar o conceito, Cosentino faz uma analogia com o setor de logística. Aos poucos, as empresas deste segmento foram percebendo os benefícios de terceirizar os processos para se concentrarem em atividades mais ligadas aos negócios. Com a tecnologia, está acontecendo a mesma coisa.

As aquisições realizadas nos últimos anos, é claro, foram fundamentais para a construção do modelo. Segundo a empresa, o programa viabilizou a segmentação do negócio, com foco em 11 áreas. A oferta está baseada nos softwares da companhia, em conjunto com serviços de BPO (terceirização dos processos de negócios), infraestrutura, consultoria e educação à distância.

Cosentino diz, ainda, que a estratégia da Totvs difere do posicionamento adotado pelos grandes players no quesito planejamento. “Os players internacionais foram comprando e agregando o que dava. Nós nos preparamos e hoje temos a oferta mais completa”, diz o presidente.

Em relação aos movimentos recentes de consolidação do mercado, o executivo não acredita que os clientes fiquem com dúvidas quanto à capacidade de integração das empresas. “Quando compramos a Logocenter, surgiram diversas dúvidas. Com a RM Sistemas já foram menos. No caso da Datasul, não teve dúvida nenhuma e a integração foi muito rápida”, exemplifica Cosentino.

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