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Negócios

Larry Ellison garante que Oracle vai competir no segmento de hardware

São Francisco – Executivo afirma que é possível obter boas margens no setor e desafiar o domínio que a IBM tem hoje nos data centers.

IDG News Service, EUA

08 de maio de 2009 - 12h38
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O CEO da Oracle, Larry Ellison, disse nesta quinta-feira (07/05) que a companhia vai, sim, competir no segmento de hardware e que isso é parte da estratégia da compra da Sun por 7,4 bilhões de dólares. “Definitivamente não estamos deixando o negócio de hardware”, disse o executivo.

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Ellison já havia declarado que o interesse inicial da Oracle estava no sistema operacional Solaris e na linguagem Java, ambos da Sun. Mas a companhia adquirida também tem significativos negócios em hardware, principalmente com seus servidores e microprocessadores Sparc. Ellison planeja manter ambos como componentes importantes da estratégia de negócios da Oracle.

“Muitos negócios de hardware têm margens pequenas, mas empresas como a Apple e a Cisco conseguem margens melhores porque fazem um bom trabalho no desenvolvimento conjunto de máquinas e softwares. Se a mesma empresa desenvolve os dois, pode construir sistemas muito melhores do que se fizesse apenas o software. Por isso o iPhone é muito melhor do que os telefones da Microsoft”, diz o CEO.

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Os comentários de Ellison confirmam a intenção da Oracle de manter os negócios da Sun na área de hardware, apresentada em linhas gerais no documento que oficializou a aquisição, no dia 20 de abril. “Depois que o negócio for concluído, a Oracle planeja ser a única companhia que poderá desenvolver e integrar sistemas em que todas as peças funcionarão em conjunto, sem que isso tenha que ser feito pelo cliente”, dizia o comunicado na época.

Apesar disso, houve suspeitas de que a Oracle poderia vender ou encerrar partes dos negócios de hardware da Sun. “Larry Ellison, com apenas uma declaração, chamou a atenção de toda a indústria de servidores. Muitos observadores acreditavam que a Oracle poderia vender ou abandonar o setor de hardware”, afirma Dan Olds, analista do Gabriel Consulting Group.

“A declaração acendeu o sinal de alerta nas sedes da Dell, HP e IBM. Isso porque a Oracle é o fator determinante de um grande percentual de negócios fechados na área de servidores. Se a companhia decide integrar software e hardware na mesma solução, a concorrência ficará mais difícil para os outros competidores”, avalia Olds.

Depois da conclusão do negócio, a Oracle planeja ampliar os investimentos nos processadores Sparc. Ao contrário dos concorrentes Xeon, da Intel, e Opteron, da AMD, o Sparc não trabalha com softwares escritos para a plataforma x86, mas Ellison vê valor em ter o controle sobre as funcionalidades dos processadores de seus sistemas de hardware.

“Acreditamos que desenvolver nosso próprio chip é muito importante. Até a Apple desenvolve seus próprios chips atualmente. Hoje, os chips Sparc fazem algumas coisas melhores que os da Intel, e vice-versa. Por exemplo, o Sparc gasta menos energia que um chip Intel para oferecer o mesmo desempenho. Além disso, máquinas equipadas com o Sparc gastam menos para rodar do que as máquinas Intel”, compara Ellison.

O CEO também anunciou que deseja continuar trabalhando com a Fujitsu nos futuros desenvolvimentos do Sparc. A Fujitsu vendeu sua linha própria de servidores Sparc e passou a trabalhar em conjunto com a Sun no desenvolvimento de servidores baseados na plataforma.

“Queremos trabalhar com a Fujitsu para desenvolver funcionalidades avançadas para o Sparc que aumentem o desempenho de nosso banco de dados. Em minha opinião, isso vai permitir que servidores e mainframes baseados em processadores Sparc e sistema operacional Solaris possa desafiar o domínio que a IBM tem hoje nos data centers”, revela Ellison.

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