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Cisco, EMC e VMware unidas para padronizar o cloud computing

Orlando - Empresas formalizam aliança para criar interoperabilidade entre fornecedores de serviços de computação em nuvem.

Por Rodrigo Caetano, repórter do COMPUTERWORLD

19 de maio de 2009 - 11h52
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Em linha com a ideia da EMC de unir a infraestrutura tradicional de tecnologia com a computação em nuvem, executivos da Cisco, VMware e da própria empresa debateram hoje, durante o EMC World, evento que está sendo realizado em Orlando, a necessidade de criar padrões para o cloud computing.

>> Conheça os debates sobre virtualização na CW Connect

“A padronização cria um mercado maior para os provedores de serviços”, afirmou Chuck Hollis, CTO da EMC. Para o executivo, a computação em nuvem está baseada em três pilares: virtualização, escala e rede. Isso justifica a aliança entre as três empresas, que começaram a trabalhar conjuntamente há três anos, formalizada agora.

Parag Patal, vice-presidente de alianças da VMware, destaca que o papel do cloud computing nas empresas é tirar a complexidade da tecnologia. O principal apelo do conceito é a flexibilidade e a rapidez de entrega, e isso depende de interoperabilidade, inclusive entre os fornecedores.

“Nós temos de oferecer os melhores ativos e a melhor tecnologia para tirar essa complexidade das infraestruturas de tecnologia”, completou Ed Bugnion, executivo da divisão de acesso e virtualização da Cisco.

Ao ser questionado sobre o motivo da Microsoft, que vem buscando crescer no mercado de virtualização, ainda dominado pela VMware, não estar presente na aliança, Hollis citou a questão da escala. Para o executivo, o tamanho da operação da empresa ainda não justifica um investimento em interoperabilidade.

Mas, destacou Hollis, existem algumas questões controversas. A primeira trata da virtualização, uma das premissas para o cloud computing. “É possível virtualizar tudo? Nós acreditamos que sim, mas é controverso”, destacou o executivo. Outra polêmica está na questão cultural. Segundo o executivo, os gestores precisam aprender a gerenciar a TI de forma diferente, o que demanda uma mudança de comportamento.

A terceira grande controvérsia é o papel dos grandes prestadores de serviços de telecomunicações neste processo. “O que acontece quando prestadores de serviços do tamanho da AT&T, por exemplo, começarem a oferecer serviços de tecnologia?”, questionou Hollis.

No final das contas, o que vai impulsionar a adoção do cloud computing, especialmente a criação de nuvens internas, é a demanda dos usuários. “O benefício do cloud é que o pessoal de negócios não precisa mais falar com o departamento de tecnologia”, brincou Hollis.

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