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EMC quer unir infraestrutura tradicional com o cloud computing

Orlando - Para Joe Tucci, CEO da companhia, empresas querem manter seus data centers tradicionais e, ao mesmo tempo, tirar proiveito das vantagens da computação em nuvem.

Por Rodrigo Caetano, repórter do COMPUTERWORLD*

19 de maio de 2009 - 07h14
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O lançamento de sua plataforma de entrega para serviços de armazenamento em nuvem exemplifica, também, uma nova abordagem da EMC em relação ao cloud computing. Em vez de tentar promover a migração das tradicionais infraestruturas para o conceito, ainda nebuloso na opinião de boa parte dos clientes, e empresa propõe o sentido inverso: trazer o cloud computing para dentro das corporações.

E não somente isso. O que a EMC pretende é criar ambientes similares nos clientes e nos fornecedores. Dessa forma, é possível mover informações da nuvem interna, protegida por firewall e totalmente controlada pela corporação, para a nuvem externa, essa sim baseada em serviços web, sob demanda.

“As empresas gostam de seus data centers porque eles são seguros, confiáveis e totalmente controlado por elas”, explicou Joe Tucci, CEO e chairman da EMC em sua palestra durante o EMC World, evento da companhia que está sendo realizado em Orlando (EUA). Ao mesmo tempo, a maioria dos CIOs se interessa pelos benefícios do cloud computing, entre eles a flexibilidade, o baixo custo e a possibilidade de construir e descartar ambientes rapidamente.

Criando uma ferramenta capaz de gerenciar melhor os dados, classificando as informações conforme o nível de confidencialidade, a EMC espera ajudar as empresas a unir os dois mundos. O que só é possível graças a outra aposta da empresa: a virtualização.

Paul Maritz, CEO da VMware, empresa que criou o sistema para virtualização mais utilizado atualmente, comprada pela EMC em 2003, afirmou, que unir os dois ambientes é o grande desafio. A saída, segundo o executivo, está na criação de uma infraestutura virtual, não só em relação aos servidores, mas também no que diz respeito ao storage e aos aplicativos. Em cima disso tudo, vão os softwares de gerenciamento e inteligência.

A EMC não está sozinha nessa abordagem. Em recente visita ao Brasil, Costa Hasapopoulos, vice-presidente de soluções e produtos da Hitachi Data System, disse que a virtualização do storage é uma questão primordial para o cloud computing. A empresa também lançou uma solução de gerenciamento que permite às empresas moverem dados de uma plataforma para outra, ou de dentro para fora da nuvem, independentemente de fornecedor.

O problema dessa abordagem é que deve demorar algum tempo para ser possível fazer essa migração de dados entre nuvem interna e externa. “Os fornecedores de serviços cloud e os clientes precisam rodar ambientes similares. Se a empresa usa VMware, o fornecedor também tem de usar a mesma plataforma. Acredito que ainda vai demorar uns cinco anos para isso se tornar uma realidade em larga escala”, afirma Reinaldo Roveri, gerente de pesquisas da IDC.

Enquanto isso não acontece, a computação em nuvem segue sendo uma excelente alternativa para empresas de médio e pequeno porte, de acordo com Roveri, que conseguem rapidamente contratar uma infraestrutura confiável e segura, com custo baixo, para seus negócios. “É nessa área que empresas como a Locaweb e DHC estão crescendo. Mas, para um banco, por exemplo, é difícil abrir mão de sua infraestrutura”, diz o analista.

Para o futuro, conclui Roveri, a tendência é que grandes empresas criem suas próprias nuvens. Ao mesmo tempo, nuvens externas deverão ser usadas para liberar recursos próprios, transferindo dados e aplicações não críticas para os fornecedores de cloud computing. “No caso de precisarem criar uma nova aplicação crítica para os negócios, as companhias não vão precisar comprar servidores, armazenamento, implementar e tudo mais. Simplesmente vão comprar capacidade dos fornecedores, transferir informações antigas para a nuvem externa e usar o espaço liberado para o que é mais importante”, explica o analista. 

*O repórter viajou para Orlando a convite da EMC

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